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O caminho do Brasil até a Copa: crises, testes e expectativa por Ancelotti

Seleção alternou mudanças, pressão e renovação durante a preparação para o Mundial de 2026
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Foto: ReproduçãoSede da Confederação Brasileira de Futebol-CBF
Sede da Confederação Brasileira de Futebol-CBF

Faltam poucos dias para o início da Copa do Mundo e a caminhada da seleção brasileira durante esse último ciclo foi marcada por mudanças profundas, momentos de pressão, testes importantes e muitas polêmicas dentro e fora de campo.

Entre trocas de comando, resultados frustrantes e uma longa expectativa pela chegada de Carlo Ancelotti, o Brasil viveu um ciclo turbulento antes de desembarcar nos Estados Unidos, México e Canadá para o Mundial.

Depois da eliminação para a Croácia nas quartas de final da Copa de 2022, a CBF iniciou um período de reformulação. Tite deixou o cargo após seis anos no comando, encerrando um trabalho que teve bons números, mas terminou novamente sem o tão sonhado hexacampeonato.

Sem um substituto definido imediatamente, a Seleção passou meses sendo comandada por técnicos interinos. Ramon Menezes assumiu os primeiros amistosos do novo ciclo, mas os resultados não convenceram. O Brasil perdeu para Marrocos por 2 a 1 logo na estreia pós-Copa e apresentou um futebol irregular.

Na sequência, Fernando Diniz foi escolhido como treinador temporário enquanto a CBF negociava com Carlo Ancelotti. A decisão gerou enorme repercussão, principalmente porque o italiano ainda tinha contrato com o Real Madrid. Durante esse período, o Brasil alternou bons momentos com atuações bastante criticadas.

Derrotas históricas e pressão crescente


As Eliminatórias para a Copa do Mundo aumentaram ainda mais a pressão sobre a Seleção. O Brasil acumulou derrotas inesperadas e viveu uma sequência negativa incomum em sua história.

A equipe perdeu para Uruguai, Colômbia e Argentina em sequência, algo raro para a Seleção nas Eliminatórias sul-americanas. A derrota para os argentinos no Maracanã, inclusive, ficou marcada pela tensão antes da partida, com confusão nas arquibancadas e críticas ao desempenho brasileiro.

Além dos resultados ruins, o time também sofreu com oscilações individuais. Jogadores importantes enfrentaram lesões, quedas de rendimento e questionamentos constantes da torcida. Neymar, principal nome da geração, passou grande parte do ciclo afastado por problemas físicos, abrindo espaço para novas lideranças surgirem.

Vinicius Júnior, Rodrygo, Endrick e outros jovens ganharam protagonismo ao longo do período, enquanto veteranos tentavam manter espaço em meio à renovação.

No período, Diniz terminou demitido e, com a negativa inicial de Ancelotti, Dorival Júnior foi contratado. Os problemas, ao contrário do que muitos pensavam, não foram sanados.

O treinador permaneceu de janeiro de 2024 até março de 2025 no comando da Seleção, quando, em maio, ao fim do contrato com o Real Madrid, Carlo Ancelotti, enfim, foi anunciado.

A chegada de Ancelotti e a expectativa para a Copa

Após meses de expectativa, Carlo Ancelotti finalmente assumiu oficialmente a seleção brasileira em 2025. A contratação foi tratada como uma das maiores da história da CBF e colocou ainda mais pressão sobre o projeto brasileiro para a Copa.

O treinador italiano teve cerca de um ano para observar jogadores, montar o elenco e definir a identidade da equipe. Durante o período, o Brasil disputou amistosos importantes contra seleções europeias, africanas e sul-americanas, utilizando os confrontos como preparação para o Mundial.

Ao mesmo tempo, a convocação final virou tema constante de debate. A possível presença de Neymar dividiu opiniões, enquanto nomes jovens passaram a pressionar por espaço na lista definitiva.

Além das discussões esportivas, o ambiente político da CBF também gerou turbulência durante o ciclo. Mudanças internas, críticas à gestão e questionamentos sobre planejamento acompanharam a Seleção em diversos momentos.

Ednaldo Rodrigues foi destituído do cargo após suspeitas de falsificação de assinatura em um documento fundamental para sua gestão. O roraimense Samir Xaud assumiu o cargo e é quem comanda a entidade atualmente.

Agora, às vésperas da Copa do Mundo, o Brasil chega cercado de expectativa e dúvidas. Apesar das oscilações ao longo do ciclo, a Seleção aposta na experiência de Ancelotti e no talento de sua nova geração para tentar recuperar o protagonismo mundial e buscar o hexacampeonato.

Fonte:exame

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