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O Cerro Porteño arrancou um empate heroico diante do Palmeiras

Assim como na Fase de Grupos, o Cerro Porteño voltou a se mostrar um adversário difícil de ser batido em solo brasileiro
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Foto: imagem de reproduçãoVitor Roque em disputa com jogador do Cerro Porteño
Vitor Roque em disputa com jogador do Cerro Porteño
  • Assim como na Fase de Grupos, o Cerro Porteño voltou a se mostrar um adversário difícil de ser batido em solo brasileiro
  • O Palmeiras superou uma expulsão, conseguiu sair na frente, mas acabou cedendo o empate nos minutos finais

Palmeiras e Cerro Porteño voltaram a protagonizar um duelo equilibrado e repleto de emoções. A equipe brasileira criou as melhores oportunidades durante boa parte da noite e chegou a abrir o placar mesmo atuando com dez jogadores, mas o ‘Ciclón’ paraguaio manteve sua busca até o fim e encontrou o empate por 1 a 1 nos acréscimos, garantindo um resultado valioso no Brasil.

A equipe da casa entrou em campo disposta a impor seu ritmo e ficou muito perto de abrir o placar quando apenas dois minutos haviam sido disputados. Vitor Roque atacou o espaço às costas da defesa, finalizou na saída de Manuel Roffo, mas o jovem zagueiro Lucas Quintana apareceu sobre a linha para evitar o gol. O Cerro respondeu pouco depois com Cecilio Domínguez, seu jogador mais desequilibrante no início da partida, embora tenha perdido o equilíbrio quando avançava para o mano a mano com Carlos Miguel.

O Palmeiras começou então a encontrar uma via de ataque recorrente pelo lado direito com Allan. O ponta recebia aberto, cortava para dentro e arriscava repetidamente com a perna esquerda. Manuel Roffo respondeu a cada tentativa e rapidamente se transformou em um dos destaques da primeira etapa. O goleiro voltou a aparecer aos 30 minutos, quando Vitor Roque ficou de frente para o gol após uma sequência de rebotes e Roffo reagiu à queima-roupa para manter o placar zerado.

O funcionamento ofensivo do ‘Verdão’ também se apoiava na movimentação de seus dois atacantes. Vitor Roque ocupava com mais frequência a referência central, enquanto José Manuel López recuava alguns metros para participar da construção das jogadas e abrir espaços. O Palmeiras acumulava chegadas, mas o Cerro Porteño se mantinha compacto e encontrava sempre uma resposta defensiva para sustentar a igualdade.

A pressão brasileira continuou depois do intervalo. Jhon Arias assustou com um potente chute da entrada da área que explodiu na trave direita e, poucos minutos depois, teve outra excelente oportunidade após uma grande jogada de Allan pela direita. O cruzamento rasteiro atravessou a área, Vitor Roque não conseguiu desviar e Arias apareceu na segunda trave, mas sua finalização de esquerda saiu para fora.

O Cerro Porteño também começou a encontrar espaços e obrigou Carlos Miguel a trabalhar em um forte chute de Bobadilla de média distância. Aos 25 minutos, chegou inclusive a comemorar a vantagem: Benítez insistiu em uma jogada que parecia encerrada, recuperou a bola dentro da área e finalizou diante do goleiro brasileiro, mas o lance foi anulado por impedimento.

Foto: imagem de reproduçãoAndreas Pereira expulso por agressão
Andreas Pereira expulso por agressão

O panorama mudou três minutos depois com a expulsão de Andreas Pereira por uma agressão a um adversário. O Palmeiras ficou com dez jogadores e o Cerro parecia viver seu melhor momento na noite, mas foi justamente então que a equipe de Abel Ferreira conseguiu destravar a partida. Murilo Cerqueira avançou pelo lado direito e fez o cruzamento, Marlon Freitas ganhou pelo alto e o ‘Flaco’ López apareceu na segunda trave para empurrar a bola para o gol e desencadear a comemoração da torcida aos 36 minutos do segundo tempo.

O atacante argentino deixou o campo sob aplausos, mas o Cerro Porteño não desistiu da partida. Já nos acréscimos, Morel assustou com uma cabeçada que passou muito perto da trave direita, e a equipe paraguaia continuou levando perigo à área até ser recompensada. Aos 49 minutos, um cruzamento fechado pela direita ganhou uma trajetória incômoda; Pablo Vegetti tentou desviar, mas não chegou a tocar na bola, e o lançamento acabou passando por baixo do corpo de Carlos Miguel para se transformar no empate definitivo por 1 a 1.

Assim como já havia acontecido durante a Fase de Grupos, o Cerro Porteño voltou a demonstrar no Brasil sua capacidade de competir de igual para igual com o Palmeiras. O ‘Verdão’ esteve perto de conquistar uma vitória trabalhada mesmo em inferioridade numérica, mas o ‘Ciclón’ insistiu até a última jogada e conseguiu um empate que deixou a série completamente aberta.

O jogo em números

  • O Cerro Porteño é a quinta equipe a enfrentar o Palmeiras duas vezes como visitante em uma mesma edição da CONMEBOL Libertadores e a primeira a somar quatro pontos nesses confrontos (1V 1E). A única equipe anterior que havia permanecido invicta foi o Boca, em 2018 (2E).
     
  • O Cerro Porteño marcou aos 90 minutos em fases eliminatórias da CONMEBOL Libertadores pela segunda vez, depois de ter feito isso com Dida diante do Cobreloa, como visitante, nas Oitavas de Final de 1993, para confirmar uma vitória por 2 a 0.
     
  • Apenas Álex Arce (8) participou diretamente de mais gols do que José López (7), do Palmeiras, na CONMEBOL Libertadores 2026: três gols e quatro assistências. Desde 2013, apenas outros dois jogadores do Alviverde registraram ao menos três gols e três assistências em uma mesma edição: Raphael Veiga (2023) e Rony (2023 e 2020).
     
  • Allan (Palmeiras) teve a partida com mais finalizações de sua carreira na CONMEBOL Libertadores (6). Ele está entre os três jogadores com mais chutes na edição de 2026 desde a Fase de Grupos, com 20 no total.
     
  • O Cerro Porteño escalou dois jogadores com menos de 20 anos como titulares diante do Palmeiras: Marcelo Chaparro e Cesar Bobadilla. É a primeira vez que o ‘Ciclón’ faz isso em fases eliminatórias da CONMEBOL Libertadores desde as Oitavas de Final de 2003, contra o Independiente Medellín (Edgar Barreto e Dante López).

Fonte:CONMEBOL

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