Campo Joaquim Filho vira símbolo de obra cara e esporte esquecido na zona sul
Moradores cobram auditoria e criticam ausência de políticas públicas da Prefeitura e da SEMELArena Joaquim Filho, localizado no bairro Saci, ao lado do Clube dos Previdenciários, na zona sul de Teresina, voltou ao centro das reclamações de moradores e desportistas da região. O espaço, que durante décadas ficou conhecido como tradicional “poeirão” da comunidade, recebeu uma reforma executada pela extinta SAAD-Leste, com implantação de grama sintética em toda a área do campo.
O problema, segundo frequentadores, é que a solução adotada parece não ter considerado uma característica básica da capital piauiense: o calor intenso e o forte sol praticamente durante todo o ano. Na prática, o equipamento passou a gerar desconforto para atletas e usuários, além de questionamentos sobre a durabilidade e a funcionalidade da estrutura instalada.
Para muitos moradores, o investimento poderia ter sido muito mais inteligente e completo. A ampla área do entorno permitiria a implantação de outros equipamentos públicos voltados ao esporte e ao lazer, como pista de caminhada, espaço para ciclismo, academia popular e áreas de convivência para a comunidade.
A situação também reacende críticas à atuação da Prefeitura de Teresina e da SEMEL, secretaria responsável pelas políticas públicas de esporte e lazer da capital. Enquanto o discurso institucional costuma falar em incentivo ao esporte comunitário, moradores afirmam que falta planejamento, presença efetiva e governança na manutenção e ampliação dos espaços esportivos da cidade.
Nos bastidores, cresce ainda a cobrança para que seja realizada uma auditoria sobre os custos e a execução da reforma do campo. Afinal, diante do resultado apresentado, muita gente se pergunta se o investimento realmente entrou em campo pela população — ou apenas ficou no discurso e nas placas de obra.
