Prêmio Niède Guidon valoriza ciência, tecnologia e inovação no Piauí
Homenagem criada pelo Governo do Estado reconhecerá iniciativas e personalidades que contribuem para a popularização da ciência, cO Governo do Piauí instituiu um prêmio que leva o nome da pesquisadora e arqueóloga Niède Guidon para reconhecer iniciativas e personalidades que se destacam nas áreas de ciência, tecnologia e inovação no estado. A homenagem foi divulgada no Diário Oficial do Estado na quarta-feira (4).
As normas específicas, critérios de participação, categorias, valores da premiação, cronograma e demais procedimentos operacionais serão definidos por meio de edital próprio, que será publicado anualmente pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí (Fapepi).
O Prêmio Fapepi de Popularização da Ciência “Arqueóloga Niède Guidon” tem como principais objetivos fortalecer a cultura científica no estado, incentivar a popularização da ciência e promover o reconhecimento público de personalidades e iniciativas que contribuam para o avanço da ciência, tecnologia e inovação no Piauí.
Segundo o governo estadual, a escolha do nome do prêmio é uma forma de homenagear a trajetória da pesquisadora. “O nome do prêmio é uma homenagem à pesquisadora e arqueóloga Niède Guidon, pela sua contribuição científica, acadêmica e institucional, bem como ao seu papel decisivo na valorização do patrimônio científico, histórico e cultural do Piauí e do Brasil”, informou o governo.
Quem foi Niède Guidon
A arqueóloga franco-brasileira Niède Guidon foi fundadora do Parque Nacional da Serra da Capivara, um dos mais importantes sítios arqueológicos das Américas. Em 1973, ela liderou escavações que revelaram achados inéditos sobre a ocupação humana no continente.
A pesquisadora chegou ao Brasil em 1970, quando conheceu as pinturas rupestres do município de Coronel José Dias, no sul do estado. Durante suas pesquisas, encontrou registros datados de até quase 30 mil anos, considerados fundamentais para estudos sobre a presença humana nas Américas.
Ao longo de décadas de trabalho no Piauí, Niède Guidon descobriu vestígios humanos e pinturas rupestres com dezenas de milhares de anos. Além da contribuição científica, também implantou projetos de desenvolvimento sustentável e educação voltados às comunidades locais, incluindo a contratação de mulheres como guardiãs do parque.
A arqueóloga morreu aos 92 anos, vítima de um infarto, em 4 de junho de 2025, deixando um legado reconhecido internacionalmente para a ciência e para a preservação do patrimônio histórico e cultural brasileiro.
Fonte de texto: G1 PI
Laerte Alves
