Alckmin critica tarifa dos EUA e anuncia medidas para proteger empresas brasileiras

Vice-presidente classifica sobretaxa como injusta e diz que governo estuda aplicar Lei da Reciprocidade
Redação

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), classificou como "injusta e descabida" a decisão do governo dos Estados Unidos de impor uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. A declaração foi feita nesta quinta-feira (16), durante entrevista coletiva concedida na sede do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Foto: Cadu Gomes/VPR
Geraldo Alckimin comenta o assunto sobre taxas

Segundo Alckmin, o governo federal está elaborando um conjunto de medidas para reduzir os impactos da nova tarifa sobre os setores produtivos nacionais. Entre as alternativas em estudo está a aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica, instrumento que permite ao Brasil adotar medidas em resposta a barreiras comerciais consideradas prejudiciais aos interesses do país.

O vice-presidente argumentou que os dados oficiais do próprio governo norte-americano demonstram que os Estados Unidos mantêm superávit na balança comercial com o Brasil, o que, segundo ele, não justificaria a adoção de novas restrições comerciais.

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De acordo com Alckmin, os Estados Unidos acumularam um superávit de US$ 424,5 bilhões no comércio de bens e serviços com o Brasil nos últimos 15 anos. Ele destacou ainda que o Brasil está entre os poucos países do G20 com os quais os norte-americanos registram saldo comercial positivo.

O ministro também ressaltou que a tarifa média aplicada pelo Brasil sobre produtos importados dos Estados Unidos é de aproximadamente 3,1%. Além disso, afirmou que cerca de 75% dos dez principais produtos exportados pelos norte-americanos para o mercado brasileiro ingressam no país com tarifa de importação zerada por meio do regime de ex-tarifários.

Segundo o governo, as medidas em elaboração buscam preservar a competitividade das empresas brasileiras, proteger empregos e minimizar os impactos econômicos provocados pela nova política tarifária adotada pelos Estados Unidos.

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