FMI eleva projeção para o Brasil, mas reduz expectativa de crescimento da economia mundial

Fundo aponta melhora nas perspectivas brasileiras e chinesas, mas alerta para riscos geopolíticos
Redação

O Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou para cima a previsão de crescimento da economia brasileira, mas reduziu a estimativa para a expansão da economia global. As novas projeções constam na atualização do relatório Perspectiva Econômica Global, divulgado nesta quarta-feira (8).

Foto: Ludovick Marin
Kristalina Georgieva, economista-chefe do FMI, participa de evento do fundo na França

Para o Brasil, o FMI passou a estimar crescimento de 2,4% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026, acima dos 1,9% projetados anteriormente. Para 2027, a previsão também foi elevada, passando para 2,2%.

As novas estimativas superam as projeções divulgadas pelo Ministério da Fazenda, que prevê expansão de 2,3%, e pelo Banco Central, cuja estimativa é de 2% para o mesmo período.

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No cenário internacional, o Fundo reduziu a expectativa de crescimento da economia mundial para 3% em 2026. Apesar da desaceleração, a instituição projeta uma recuperação para 3,4% em 2027, ainda abaixo da média registrada nos anos anteriores.

Guerra e comércio preocupam o FMI

O relatório destaca que a economia global continua exposta a riscos relacionados à guerra no Oriente Médio, às tensões comerciais entre países e às incertezas sobre os impactos econômicos da inteligência artificial.

Segundo o FMI, uma eventual retomada dos conflitos na região poderá provocar efeitos mais severos do que os registrados no início da guerra, especialmente devido à alta dos preços da energia e à redução das reservas estratégicas de petróleo em diversos países.

A instituição também prevê desaceleração do comércio mundial, com crescimento estimado em 3,5% em 2026, após registrar expansão de 5% em 2025.

China avança e Estados Unidos mantêm projeção

Entre as principais economias do mundo, a China teve sua projeção revisada para cima. O FMI agora estima crescimento de 4,6% em 2026 e de 4,1% em 2027.

Para os Estados Unidos, a previsão foi mantida em 2,3% para 2026, com leve alta para 2,2% em 2027.

Na zona do euro, a expectativa de crescimento para 2026 foi ajustada para 0,9%, enquanto a projeção para 2027 permaneceu em 1,2%.

Já a Índia teve pequena redução na estimativa para 2026, passando para 6,4%, mas a previsão para 2027 foi elevada para 6,7%.

América Latina e mercados emergentes

Para a América Latina e o Caribe, o FMI projeta crescimento de 2,4% em 2026 e de 2,7% em 2027.

Nas economias emergentes e em desenvolvimento, grupo do qual o Brasil faz parte, a expectativa é de expansão de 3,8% em 2026 e de 4,5% em 2027.

Segundo o Fundo, as diferenças entre as projeções refletem fatores como dependência de commodities, exposição a conflitos internacionais, fluxo de investimentos, turismo e participação nas cadeias globais de tecnologia, elementos que continuam influenciando o desempenho econômico de cada país.

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