Taxa de desemprego atinge 5,3% no trimestre encerrado em julho, diz IBGE
Índice representa uma queda de 0,5% em relação ao trimestre anterior, e queda de 0,3% na comparação com o mesmo período em 2025
RedaçãoA taxa de desemprego ficou em 5,3% no trimestre encerrado em julho de 2026. O dado é da Pesquisa Naciona por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) divulgada, nesta quinta-feira (28), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice é a menor taxa de desemprego para um trimestre encerrado em julho desde o início da série histórica, em 2012.
O número representa uma queda de 0,5 ponto percentual em relação ao trimestre iniciado em fevereiro e encerrado em abril de deste ano. Na comparação com o período entre maio e julho de 2025, a taxa de desocupação caiu 0,3 ponto percentual — era de 5,6% naquela época.
De acordo com a PNAD Contínua, o número de pessoas desocupadas, que foi de 5,8 milhões no trimestre encerrado em julho, sofreu uma diminuição de de 8,0% se comparado ao trimestre anterior, encerrado em abril. Naquele período, esse grupo chegava a 6,3 milhões de pessoas.
A pesquisa revelou, ainda, que a população ocupada passou por um aumento de 0,9% em relação ao mesmo período no ano passado e somou 103,3 milhões de pessoas no trimestre encerrado em julho. O número é o maior já registrado pelo IBGE.
A taxa de ocupação, que representa o índice de pessoas ocupadas na população em idade para trabalhar, chegou a 58,9%, o que indica um aumento de 0,5 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, quando a taxa era de 58,4%.
Taxas de subutilização e informalidade
A população subutilizada, que reúne desempregados, pessoas que gostariam de trabalhar mais horas e trabalhadores disponíveis, mas fora da força de trabalho, chegou a 14,9 milhões de pessoas.
Já a taxa de informalidade, que inclui trabalhadores sem carteira, autônomos sem CNPJ e outras formas de ocupação informal, ficou em 37,5% da população ocupada, o que corresponde a 38,8 milhões de trabalhadores.
O rendimento real habitual de todos os trabalhos ficou em R$ 3.762. O valor demonstra estabilidade frente ao trimestre anterior e alta de 3,3% na comparação anual. Além disso, a massa de rendimento real habitual, que indica a soma dos rendimentos recebidos pelos trabalhadores, totalizou R$ 383,5 bilhões, valor que demonstra crescimento de 4,1% no ano.