Professor aciona MP e reacende debate sobre valorização do tempo docente em Teresina

Wilson da Educação questiona exclusão do recreio da carga horária e defende reconhecimento do trabalho real nas escolas
Redação

O professor Wilson da Educação levou ao Ministério Público do Estado do Piauí uma discussão que tem movimentado a rede municipal de ensino de Teresina. Ele questiona a decisão da Secretaria Municipal de Educação de Teresina de não considerar o período de recreio como parte da carga horária extraclasse dos professores.

Foto: Reprodução
Professor Wilson da Educação

Segundo a pasta, o intervalo entre as aulas seria um momento destinado a questões pessoais dos docentes. Já o professor Wilson argumenta que a realidade nas escolas é bem diferente. Para ele, o recreio está longe de ser tempo livre.

No cotidiano escolar, explica, os professores seguem atentos e atuantes durante o intervalo. É nesse momento que acompanham os estudantes, ajudam a resolver conflitos, atendem demandas pedagógicas espontâneas, acolhem alunos, dialogam com a coordenação e permanecem no ambiente de trabalho, muitas vezes sem liberdade plena de locomoção.

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Wilson defende que esse período envolve responsabilidade e compromisso com a comunidade escolar. Para ele, tratar o recreio como tempo pessoal desconsidera uma parte importante do trabalho docente e reforça uma visão limitada da profissão.

A discussão também envolve a aplicação da Lei Federal nº 11.738 de 2008, conhecida como Lei do Piso Nacional do Magistério, que estabelece que até dois terços da jornada podem ser destinados à interação com os alunos, garantindo no mínimo um terço para atividades extraclasse. O professor reconhece que recreio não é o mesmo que planejamento ou formação, mas sustenta que também não pode ser visto como descanso desvinculado das funções exercidas na escola.

Na representação encaminhada ao Ministério Público, ele solicita que o órgão recomende à Prefeitura de Teresina e à Secretaria Municipal de Educação a revisão do entendimento atual, com o objetivo de assegurar condições mais justas e alinhadas à realidade do trabalho docente.

O debate promete ampliar a conversa sobre valorização profissional e sobre o que, de fato, compõe o dia a dia de quem está na linha de frente da educação pública.

O espaço está aberto para a SEMEC caso deseje manisfestar o assunto acima dentre outros via 86-99850-1234.

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