Greve no transporte coletivo volta ao roteiro de sempre em Teresina
População segue refém enquanto Prefeitura, empresários e sindicato repetem velha novela do sistema
Os motoristas e cobradores do transporte coletivo de Teresina aprovaram greve a partir da próxima segunda-feira após rejeitarem a proposta de reajuste apresentada pelas empresas do setor. E, mais uma vez, a capital assiste ao conhecido “vale a pena não ver de novo” do transporte público.
A paralisação foi aprovada por unanimidade em assembleias realizadas pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Piauí, que rejeitou proposta de reajuste linear de 3% envolvendo salários, ticket alimentação e plano de saúde.
Enquanto trabalhadores cobram valorização e empresários alegam dificuldades financeiras, a população continua no meio do fogo cruzado, dependendo de um sistema que há anos opera entre ameaças de greve, redução de frota, ônibus insuficientes e promessas de solução que nunca chegam por completo.
A Prefeitura Municipal de Teresina informou que ainda não foi oficialmente notificada sobre o movimento. O problema é que o transporte coletivo da capital parece viver eternamente entre notificações, reuniões, subsídios e crises, enquanto quem precisa pegar ônibus continua enfrentando insegurança e incerteza diariamente.
Durante a campanha eleitoral, o agora prefeito Sílvio Mendes afirmou que resolveria os problemas do sistema. Até aqui, porém, a sensação para muitos usuários é de que o transporte segue estacionado nos mesmos velhos problemas de sempre.
Caso a greve seja mantida, milhares de passageiros devem ser diretamente afetados em uma cidade onde o transporte público já enfrenta dificuldades operacionais, redução de usuários e sucessivas crises entre empresários, sindicato e poder público.