MP sugere protocolo de segurança e decisão final pode ser definida pela Justiça no caso Areolino

Promotoria aponta ajustes após morte; eventual impasse poderá ser resolvido pelo Judiciário
Redação

Em visita ao Hospital Areolino de Abreu, na manhã desta sexta-feira (27), a promotora Débora Jeane Aragão informou que o Ministério Público Estadual deverá sugerir a adoção de um novo protocolo de segurança para pacientes e profissionais da unidade. A definição de medidas, no entanto, depende de consenso com os gestores e, em caso de divergência, caberá à Justiça deliberar sobre eventuais determinações.

Foto: MP-PI
Promotora Débora Jeane Aragão, em visita ao Hospital Areolino de Abreu

A iniciativa ocorre após a morte do paciente Pedro Araújo da Silva, de 29 anos. Dois internos foram presos suspeitos de envolvimento no crime, que está sendo investigado pelas autoridades competentes.

Durante a visita, a promotora, integrante do Núcleo de Saúde do Ministério Público, reuniu-se com a diretora-geral do Hospital Areolino de Abreu, Cida Santiago, e destacou que o órgão já possui procedimentos instaurados para acompanhar questões estruturais da unidade. Segundo ela, a prioridade neste momento é discutir e propor ajustes no protocolo de segurança voltado à proteção dos pacientes.

Continue lendo após a publicidade
Foto: Reprodução
Promotora Débora Jeane Aragão, em visita ao Hospital Areolino de Abreu

“O Ministério Público já acompanha a situação estrutural do hospital e vai atuar para sugerir melhorias no protocolo de segurança do paciente. Caso não haja entendimento, a questão poderá ser submetida à apreciação judicial”, explicou.

Foto: Reprodução
Promotora Débora Jeane Aragão, em visita ao Hospital Areolino de Abreu acompanhada de uma das diretoras, Cida Santiago

Relatório de inspeção do Conselho Regional de Medicina apontou deficiências estruturais na unidade. Ainda assim, a promotora ressaltou que o hospital é referência no atendimento psiquiátrico em regime de porta aberta, especialmente para casos de surto psicótico, o que inviabiliza uma suspensão imediata dos serviços sem decisão judicial.

“A unidade atende demanda essencial. É preciso aprimorar a estrutura e os protocolos, garantindo segurança sem interromper um serviço indispensável à população”, afirmou.

Leia também