Ônibus novos no papel e velhos problemas nas ruas de Teresina

Prefeitura e Strans anunciam estudos, mas população segue esperando solução para o transporte
Redação

A Prefeitura de Teresina e a Strans voltaram a anunciar mudanças para o transporte coletivo da capital. Agora, a promessa envolve uma nova licitação, compra de cerca de 90 ônibus e investimentos bilionários em parceria com o BNDES. No papel, parece moderno. Na prática, o passageiro continua esperando ônibus lotado, atrasado e um sistema que há anos vive em crise.

O discurso da vez fala em corredores exclusivos, BRT, VLT, integração com Timon e até possibilidade de ônibus elétricos. Tudo muito bonito nas apresentações técnicas. O problema é que a população quer mesmo é saber quando o transporte público vai deixar de ser promessa e voltar a funcionar com dignidade.

Foto: Reproducao
Ausência de politicas públicas no transporte de Teresina

Enquanto isso, a Prefeitura tenta dividir responsabilidades com outros entes, inclusive o Governo do Estado, mesmo sendo a gestão do transporte coletivo uma competência direta do município. E vale lembrar: o Estado já ajudou reduzindo ICMS do diesel e criando mecanismos legais para subsidiar gratuidades e meias-passagens. O que falta, segundo críticas recorrentes, é justamente a Prefeitura apresentar as contas e organizar o sistema de forma transparente.

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Passado quase um ano e meio de gestão, a pergunta que continua ecoando nos pontos de ônibus é simples: afinal, qual foi a solução concreta apresentada até agora para o transporte coletivo de Teresina?

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