Projeto de Petrus Evelyn gera protestos e amplia debate sobre prioridades em Teresina

Movimentos criticam proposta do vereador e cobram foco em problemas reais da capital
Redação

A proposta apresentada pelo vereador Petrus Evelyn para restringir o uso de banheiros por mulheres trans e travestis em Teresina provocou protestos e reações de movimentos sociais durante sessão realizada na Câmara Municipal nesta terça-feira (19). Integrantes da União da Juventude Rebelião (UJR) e do Movimento Correnteza classificaram o projeto como discriminatório e cobraram o arquivamento da matéria.

Foto: Reprodução
Petrus Evelyn o vereador sem ações pela cidade de Teresina e sim dos recortes sensacionalistas das redes sociais

O texto, batizado de “Política Municipal de Proteção da Mulher”, segue em análise na Comissão de Legislação e Justiça antes de eventual votação em plenário. Para os manifestantes, a proposta cria um ambiente de exclusão e tenta transformar identidade de gênero em pauta de enfrentamento político.

Enquanto isso, parte da população questiona quais têm sido, de fato, as prioridades do parlamentar dentro da Câmara. Críticos apontam que Teresina enfrenta problemas históricos e urgentes em áreas como transporte público, infraestrutura urbana, coleta de lixo, mobilidade e abastecimento de água, temas que seguem afetando diretamente a rotina da população.

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Entre os episódios frequentemente lembrados por opositores do vereador está a chamada CPI das Águas de Teresina, presidida por Petrus Evelyn, que terminou sem um desfecho prático claro e cercada de críticas sobre a falta de encaminhamentos concretos. O episódio acabou alimentando questionamentos sobre efetividade política e resultados reais apresentados à sociedade.

Também gerou comentários o fato de o vereador ter apresentado, anteriormente, projetos voltados à fiscalização de cartazes e anúncios em postes e muros, apesar de já existir previsão semelhante no Código de Posturas do município. Para críticos, faltaria menos produção de “projetos de vitrine” e mais cobrança efetiva dos órgãos públicos responsáveis pela fiscalização e manutenção da cidade.

Nos bastidores políticos, adversários afirmam que o vereador aposta em pautas ideológicas e de forte repercussão nas redes sociais, enquanto bairros periféricos continuam aguardando soluções para problemas básicos de infraestrutura, drenagem, transporte coletivo e limpeza urbana.

Já os movimentos sociais que protestaram na Câmara afirmam que continuarão mobilizados para impedir o avanço do projeto. Segundo os manifestantes, o debate deveria priorizar inclusão, respeito e garantia de direitos, e não iniciativas consideradas por eles como segregadoras.

O vereador ainda não apresentou manifestação pública mais ampla sobre as críticas feitas pelos movimentos durante o protesto. O espaço segue aberto para posicionamento e contraditório.

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