Sorria, a lei está filmando e multando
Radares com IA reforçam o bom trânsito e lembram que regra não é sugestão
RedaçãoPara quem achava que radar servia só para “pegar velocidade”, a tecnologia resolveu ampliar o repertório. Os novos equipamentos com inteligência artificial já começaram a operar nas rodovias brasileiras e, em poucos meses, registraram mais de 20 mil infrações. Ao que parece, o problema não era o radar e mais o comportamento mesmo.
Agora, além de medir a pressa, o sistema observa detalhes que muita gente insistia em tratar como opcionais: cinto de segurança, celular ao volante, braço para fora da janela e transporte correto de crianças. Tudo captado por câmeras de alta resolução e sensores integrados que analisam as imagens em tempo real.
E antes que alguém culpe “a máquina”, vale lembrar: a multa não nasce sozinha. As imagens passam por conferência de agentes humanos, justamente para evitar erros. Ou seja, não é perseguição tecnológica e sim fiscalização com critério.
Os radares inteligentes já funcionam em trechos da Rodovia Anhanguera e da Rodovia Governador Adhemar Pereira de Barros, em São Paulo, além da BR-365 e de rodovias como MG-290, BR-459 e LMG-877, em Minas Gerais. A tendência é que avancem para outras regiões inclusive áreas urbanas. Para desespero de quem confunde volante com escritório e estrada com pista de corrida.
A medição de velocidade continua como sempre foi: passou do limite, autuação registrada. Em alguns casos, há até cálculo de velocidade média entre dois pontos porque acelerar em um trecho e frear no radar já virou truque conhecido demais.
As penalidades seguem o que determina o Código de Trânsito:
- Até 20% acima do limite: infração média.
- Entre 20% e 50%: grave.
- Mais de 50%: gravíssima, com multa alta e suspensão do direito de dirigir.
Sem cinto? Infração grave. Celular ao volante ou criança transportada irregularmente? Gravíssima. Braço para fora? Média. E se resolver acumular tudo de uma vez, o valor também acumula é simples assim.
No fim das contas, a recomendação é quase revolucionária: cumprir a lei. Cinto afivelado, celular guardado, respeito aos limites.
A tecnologia não veio para complicar a vida de ninguém mas para lembrar que bom trânsito não é questão de sorte, é questão de responsabilidade. E agora, oficialmente, tem inteligência artificial de olho nisso.