Desaprovação de Trump atinge 62% e pressiona segundo mandato

Pesquisa Reuters/Ipsos aponta estagnação na aprovação e críticas à condução do governo
Redação

Uma pesquisa Reuters/Ipsos divulgada nesta terça-feira (21) mostra que 62% dos norte-americanos desaprovam o governo do presidente Donald Trump. O índice se mantém estável em relação ao levantamento anterior, realizado em março, e representa o nível mais alto de rejeição registrado neste segundo mandato.

Foto: Reprodução | SAUL LOEB / AFP
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos

A aprovação do presidente aparece em 36%, número que permanece estagnado e está 11 pontos percentuais abaixo do pico alcançado logo após sua posse, em janeiro de 2025. O levantamento ouviu 4.557 pessoas entre os dias 15 e 20 de abril, com margem de erro de dois pontos percentuais.

O cenário reflete um momento de desgaste político, impulsionado por recentes controvérsias e pela condução de temas sensíveis. Entre eles, destacam-se críticas a posicionamentos internacionais e o prolongamento do conflito envolvendo os Estados Unidos no Irã, inicialmente previsto pelo próprio presidente como uma operação de curta duração.

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A guerra, travada em conjunto com Israel, tem gerado impactos econômicos globais, especialmente com a alta nos preços do petróleo, além de enfrentar resistência interna. Segundo a pesquisa, apenas 36% dos entrevistados apoiam a ação militar no Golfo Pérsico, enquanto só 25% acreditam que os ataques tornam o país mais seguro.

A percepção sobre o perfil pessoal do presidente também influencia os números. Apenas um em cada quatro norte-americanos considera Trump “equilibrado”. Mesmo entre eleitores republicanos, esse índice chega a 53%, indicando divisão até dentro de sua base.

Outros dados reforçam o quadro de cautela do eleitorado:

  • 16% apoiam a saída dos EUA da OTAN;
  • 26% aprovam a condução da economia;
  • 26% consideram justificáveis os gastos com a guerra no Irã.

Diante desse cenário, cresce no debate público e político nos Estados Unidos a discussão sobre a capacidade de liderança do presidente. Embora mecanismos constitucionais para afastamento de um chefe de Estado sejam complexos e dependam de processos formais como impeachment ou avaliações específicas previstas na legislação, analistas e setores da sociedade têm levantado questionamentos sobre a aptidão do atual governo para lidar com os desafios internos e externos.

A pesquisa, portanto, evidencia não apenas números, mas um ambiente político marcado por tensões, críticas e incertezas sobre os rumos da gestão federal nos próximos meses.

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