Trump anuncia novo bloqueio naval ao Irã e promete atacar complexo nuclear

EUA retomam pressão no Estreito de Hormuz; Irã reage e ameaça embarcações que desafiarem suas restrições
Redação
Foto: Reuters
Míssil Tomahawk é lançado de destróier americano contra o Irã no domingo (12)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (13) um novo bloqueio contra embarcações iranianas no Estreito de Hormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo e gás natural. Além da medida, o republicano afirmou que pretende instituir uma taxa de 20% sobre as cargas que utilizarem a passagem sob proteção norte-americana.

Trump também declarou que os Estados Unidos irão atacar um dos principais complexos nucleares do Irã, conhecido como "Montanha da Picareta", localizado nas proximidades da cidade de Natanz. O presidente, no entanto, não detalhou como a operação seria realizada.

Segundo a Marinha norte-americana, o bloqueio passará a vigorar a partir desta terça-feira (14), restringindo a circulação de embarcações ligadas ao Irã. De acordo com Trump, navios de outros países continuarão tendo acesso ao estreito, desde que respeitem as novas medidas anunciadas pelos Estados Unidos.

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Irã reage e eleva tensão na região

Em resposta, o comando militar iraniano afirmou que não aceitará qualquer interferência norte-americana no Estreito de Hormuz e advertiu que embarcações que transitarem pela região sem autorização poderão ser alvo de ações militares.

O governo iraniano também declarou que países que prestarem apoio às operações dos Estados Unidos poderão ser considerados participantes do conflito.

Enquanto isso, os confrontos entre os dois países continuam. Autoridades informaram que ataques foram registrados em diferentes pontos da região, incluindo instalações portuárias e embarcações próximas ao Golfo Pérsico.

Hormuz segue como ponto estratégico

O Estreito de Hormuz é considerado uma das rotas marítimas mais importantes do mundo, responsável pelo escoamento de aproximadamente um quinto da produção global de petróleo e gás natural.

Desde a retomada das hostilidades entre Estados Unidos e Irã, o fluxo de navios na região caiu drasticamente. Empresas de monitoramento marítimo apontam que o número de embarcações em circulação permanece muito abaixo do registrado antes do agravamento do conflito.

Apesar da escalada militar, representantes dos Estados Unidos afirmam que as negociações sobre o programa nuclear iraniano ainda poderão continuar, embora reconheçam que o cenário atual aumente os riscos de novos confrontos e de uma ampliação da crise no Oriente Médio.

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