Delação coletiva pode ampliar alcance de investigação sobre o caso Master

Acordo em negociação pode revelar novos nomes e aprofundar apuração
Redação

O banqueiro Daniel Vorcaro negocia um acordo de delação premiada coletiva envolvendo outros empresários ligados ao Banco Master. Entre os possíveis participantes estão Fabiano Zettel e João Carlos Mansur.

A articulação ocorre junto à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República, ainda em fase inicial aquela etapa conhecida como “pré-delação”, onde tudo começa a ganhar forma, nomes e, eventualmente, consequências.

Inspirado em modelos já vistos no país, como o da Operação Lava Jato, o formato coletivo pode não reunir dezenas de delatores, mas já levanta uma possibilidade interessante: quando vários resolvem falar ao mesmo tempo, normalmente não é só o volume que aumenta o alcance também.

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Foto: Reprodução
Daniel Vorcaro, o criador do Banco Master

Com novos advogados experientes nesse tipo de acordo, cresce a expectativa de que os depoimentos possam ir além do óbvio e trazer à tona outros possíveis envolvidos, direta ou indiretamente, no esquema investigado.

A defesa de Vorcaro nega qualquer envolvimento em organização criminosa, como é de praxe no início desse tipo de processo. Já a Justiça, como também é de praxe, segue ouvindo, organizando e cruzando informações.

No fim, a lógica é simples: quando cada peça começa a contar sua versão, o quebra-cabeça tende a ficar mais completo — e, às vezes, mais gente aparece na imagem do que se imaginava.

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