Empresário é preso suspeito de golpe de R$ 8 milhões com venda irregular de veículos
Polícia investiga esquema com 83 carros e bloqueia bens para garantir ressarcimento às vítimas
RedaçãoO empresário Renato Ferreira foi preso na manhã desta sexta-feira (15), em Teresina, suspeito de participar de um esquema criminoso envolvendo apropriação indébita, estelionato e associação criminosa na venda irregular de veículos. De acordo com a Polícia Civil, o prejuízo estimado ultrapassa R$ 8 milhões.
A prisão ocorreu na sede do Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO), quando o suspeito compareceu ao local para obter informações sobre as buscas e apreensões relacionadas ao caso. A empresa administrada por ele funciona no bairro Aeroporto, na capital.
Durante a operação, os policiais também cumpriram mandados de busca e apreensão no escritório e na residência do investigado. As diligências têm como objetivo recolher documentos, registros financeiros e identificar compradores dos veículos envolvidos no esquema.
Segundo as investigações, o empresário alugava automóveis por meio de contratos firmados com locadoras e, após deixar de pagar pelos veículos, revendia os carros a terceiros sem possuir a propriedade legal. Ao todo, cerca de 83 veículos a maioria zero quilômetro e avaliados em até R$ 100 mil teriam sido negociados de forma irregular.
O coordenador do DRACO, delegado Laércio Evangelista, informou que diversas pessoas já procuraram a polícia espontaneamente para colaborar com as investigações e iniciar a devolução dos veículos.
De acordo com o delegado, compradores que foram identificados e que ainda não se apresentaram poderão ser formalmente intimados. A Polícia Civil também trabalha para localizar os veículos que ainda não foram recuperados e identificar todos os envolvidos no esquema.
A Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e o sequestro de bens ligados ao investigado e à empresa administrada por ele. A medida busca garantir o ressarcimento das vítimas e evitar a ocultação de patrimônio.
Ainda segundo a polícia, pessoas que adquiriram veículos sem conhecimento da origem irregular devem procurar a Justiça para tentar a restituição. Já aqueles que compraram os automóveis cientes da fraude poderão responder criminalmente por estelionato.
As investigações apontam que o esquema pode ter funcionado por cerca de dez anos. O suspeito teria admitido a prática dos crimes durante os depoimentos prestados à polícia. O caso segue em investigação para identificar todos os envolvidos e recuperar os bens desviados.