Justiça mantém agravante em caso de feminicídio de grávida no Piauí
Crime bárbaro segue para júri com três homicídios qualificados e réu preso
RedaçãoO Tribunal de Justiça do Piauí decidiu manter a causa de aumento de pena no processo que apura o feminicídio de uma mulher grávida e os homicídios de duas crianças em Paquetá do Piauí. A Corte negou pedido da defesa de Geneilton Luiz de Araújo para excluir a agravante relacionada à gestação da vítima.
A defesa alegava que o acusado não teria conhecimento da gravidez. No entanto, a Justiça entendeu que há elementos nos autos que indicam a condição da vítima e que a análise definitiva deve caber ao Tribunal do Júri, responsável por julgar crimes dolosos contra a vida.
Com a decisão, permanece a possibilidade de aplicação de pena mais severa, reforçando o rigor do ordenamento jurídico diante de crimes praticados em contexto de violência doméstica e com extrema gravidade.
O réu foi pronunciado e responderá por feminicídio contra Jairane Moura da Silva, que estava grávida, e por duplo homicídio qualificado dos enteados João Gabriel, de 8 anos, e Vinícius Emanuel, de 6 anos. O crime ocorreu em março de 2025 e chocou a população pela brutalidade.
As investigações conduzidas pela Polícia Civil do Piauí apontam que o acusado invadiu a residência das vítimas e utilizou arma branca para cometer os crimes. Imagens de câmeras de segurança contribuíram para a identificação e elucidação do caso.
A Justiça considerou comprovada a materialidade dos crimes e a existência de indícios suficientes de autoria, fundamentos que justificam o envio do processo ao júri popular. O acusado segue preso preventivamente.
O caso agora avança para a fase de julgamento, quando os jurados irão analisar as provas e decidir sobre a responsabilização penal. A manutenção da agravante reforça a expectativa de uma resposta firme do sistema de Justiça diante de um crime de extrema violência, em defesa da vida, da lei e da ordem pública.