Operação investiga esquema de pirâmide financeira que movimentou R$ 440 milhões no PI e MA
Polícia prende suspeitos e apura golpe que teria feito cerca de 300 vítimas em dois estados
RedaçãoA Polícia Civil do Piauí deflagrou, nesta segunda-feira (22), a segunda fase da Operação Extrema Confiança, que investiga um suposto esquema de pirâmide financeira com atuação no Piauí e no Maranhão. A ação resultou no cumprimento de prisões preventivas e medidas cautelares contra investigados apontados como integrantes da organização.
Com apoio da Polícia Civil do Maranhão, foram cumpridos mandados de prisão nas cidades de São Luís e Timon. Em Teresina, um terceiro investigado também foi alvo de medida cautelar determinada pela Justiça.
Segundo as investigações, o grupo teria criado uma empresa de fachada para atrair investidores com promessas de altos rendimentos em supostas operações realizadas na Bolsa de Valores brasileira (B3). Os suspeitos ofereciam retornos mensais de até 10% sobre os valores aplicados, percentual considerado incompatível com a realidade do mercado financeiro.
De acordo com a Polícia Civil, cerca de 300 pessoas teriam sido vítimas do esquema nos dois estados. A movimentação financeira investigada ultrapassa R$ 440 milhões entre créditos e débitos registrados ao longo de aproximadamente dois anos de atuação.
O delegado-geral da Polícia Civil do Piauí, Luccy Keiko, informou que os elementos reunidos durante a investigação apontam para a prática dos crimes de estelionato qualificado, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
“Os investigados ofereciam rendimentos elevados e incompatíveis com o mercado, atraindo investidores com promessas de ganhos rápidos. Com o passar do tempo, os pagamentos deixavam de ser realizados, ampliando os prejuízos das vítimas”, destacou a autoridade policial.
Segundo a Polícia Civil, a expectativa é que o inquérito seja concluído nos próximos dias. Após a finalização do relatório, os investigados deverão ser formalmente indiciados pelos crimes identificados durante as apurações.
O valor exato do prejuízo causado às vítimas ainda está sendo analisado por meio de auditorias financeiras e levantamentos contábeis. Novos detalhes deverão ser divulgados após a conclusão dessa etapa.
A Operação Extrema Confiança contou ainda com a participação do Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Estado do Piauí.
As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e dimensionar a extensão do esquema financeiro investigado.