PF investiga entrada de malas sem fiscalização em voo com Motta, Ciro Nogueira e dono de bets
Caso envolve parlamentares, dono de empresa de bets e suspeita de liberação irregular de bagagens sem inspeção no Brasil
RedaçãoA Polícia Federal investiga a entrada no Brasil de bagagens que teriam passado sem fiscalização em um voo particular que transportava autoridades políticas e um empresário do setor de apostas online.
O caso envolve um avião que trazia o presidente da Câmara, Hugo Motta, o senador Ciro Nogueira e outros parlamentares, além do empresário Fernando Oliveira Lima, conhecido como “Fernandin OIG”, ligado a plataformas de apostas.
De acordo com a investigação, ao menos cinco volumes transportados pelo piloto entraram no país sem passar pelo raio-X no Aeroporto Executivo Internacional Catarina, em São Roque (SP), após uma viagem à ilha de São Martinho, no Caribe.
A suspeita é de que um auditor da Receita Federal tenha permitido a liberação das bagagens sem inspeção, o que pode configurar crimes como prevaricação e facilitação de contrabando ou descaminho.
Imagens analisadas pela PF indicam que o piloto inicialmente passou pelo controle com parte das bagagens, mas depois retornou com outros volumes e desviou do procedimento de fiscalização, sem submeter os itens ao equipamento de inspeção.
O caso foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) devido à presença de autoridades com foro privilegiado. O ministro Alexandre de Moraes é o relator e solicitou manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR).
A PF afirma que ainda não é possível determinar a quem pertenciam as bagagens nem o conteúdo transportado, mas não descarta eventual envolvimento de passageiros na irregularidade.
Em nota, Hugo Motta afirmou que cumpriu todos os protocolos legais durante o desembarque. Já o empresário dono da aeronave declarou que os volumes seriam itens pessoais do piloto e que o procedimento ocorreu dentro da normalidade.