Secretário denuncia vídeos falsos criados com IA e cobra punição para criminosos

Rodrigo Amorim aciona polícia após circulação de conteúdo fake que tenta atacar sua imagem
Redação

O secretário estadual de Cultura do Piauí, Rodrigo Amorim, denunciou à Polícia Civil do Piauí a circulação de vídeos falsos produzidos com uso de inteligência artificial que, segundo ele, têm o objetivo de difamar sua imagem e atingir sua família.

Nas gravações manipuladas, divulgadas em redes sociais e aplicativos de mensagens, o secretário aparece em situações falsas envolvendo suposto uso de drogas. Rodrigo Amorim classificou o conteúdo como criminoso e afirmou que os materiais atentam contra sua honra e integridade pessoal.

Foto: Gabriel Paulino
Rodrigo Amorim secretário estadual de cultura

“Esse vídeo é totalmente mentiroso, que difama e fere minha honra, principalmente quando coloca que estou usando droga. Isso fere minha honra, mas principalmente a da minha família”, declarou o secretário.

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Segundo Rodrigo Amorim, a divulgação dos conteúdos teria motivação política em razão do período pré-eleitoral. Ele afirmou ainda que criminosos vêm utilizando ferramentas de inteligência artificial para fabricar desinformação e tentar desgastar sua imagem pública.

O secretário informou que já registrou boletim de ocorrência e que a polícia iniciou as investigações para identificar tanto os autores dos vídeos quanto as pessoas responsáveis pelo compartilhamento do material.

“Internet não é terra sem lei. Isso precisa ser investigado e os responsáveis precisam responder criminalmente pelos atos praticados”, afirmou.

Rodrigo Amorim também pediu que pessoas que recebam os conteúdos guardem informações sobre os números e perfis utilizados para disseminar os vídeos e repassem os dados às autoridades policiais.

Especialistas alertam que vídeos manipulados com uso de inteligência artificial, conhecidos como “deepfakes”, vêm sendo utilizados para golpes, ataques políticos, desinformação e crimes contra a honra, tornando-se cada vez mais sofisticados e difíceis de identificar.

A expectativa é que a investigação da Polícia Civil identifique os responsáveis pela produção e disseminação do conteúdo, permitindo eventual responsabilização criminal dos envolvidos.

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