Lula afirma que vai comentar tarifa dos EUA somente após posicionamento de Trump

Presidente brasileiro destacou que irá "provar ao mundo quem está dizendo a verdade" sobre a guerra tarifária entre Brasil e EUA
Redação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta sexta-feira (17), que só irá manifestar uma opinião sobre a nova tarifa de 25% aplicada pelo governo dos Estados Unidos ao Brasil quando o presidente norte-americano Donald Trump se pronunciar sobre o tema. A declaração foi dada durante a visita presidencial ao Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO), no Rio de Janeiro.

Foto: Reprodução | Ricardo Stuckert
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante visita às instalações da Carreta da Saúde da Mulher na Escola Nacional da Saúde Pública (ENSP/Fiocruz) do Rio de Janeiro

"Vocês da imprensa devem ter estranhado que eu não falei do tarifaço. Vocês perceberam? Eu não falei do tarifaço porque, até agora, o Trump não falou do tarifaço. Quem falou do tarifaço foi o pessoal do segundo escalão dele, e o meu pessoal já respondeu hoje. Quando o Trump falar, eu vou falar. De presidente para presidente da República", disse Lula.

O líder brasileiro destacou, ainda, que pretende "provar ao mundo quem está dizendo a verdade" em relação à guerra tarifária entre os dois países.

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"Eu já falei três vezes ao presidente Trump que o Brasil não tem nenhum interesse de fazer guerra. Nós aqui somos da paz. Agora, a guerra que eu quero fazer com ele é a guerra da narrativa, é a guerra da verdade. Eu quero provar ao mundo quem é que está dizendo a verdade nessa guerra tarifária entre Brasil e Estados Unidos. Então, ele vai ter que aprender a fazer guerra com outra arma: a arma da palavra", destacou.

Tarifa imposta pelos Estados Unidos

Na última quarta-feira (15), o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) oficializou a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros.

A medida, que entra em vigor no dia 22 de julho, é resultado de umac invetisgação comercial do órgão e se baseia na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 — dispositivo que permite ao governo norte-americano retaliar práticas que sejam consideradas prejudiciais ao país.

Com a sanção, uma série de itens saídos do Brasil — como açúcar orgânico, máquinas agrícolas, papel e vestuário — serão afetados pela taxa.

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