Pedido de cassação some da pauta horas antes de votação em Pio IX

Denúncia grave contra prefeito acaba arquivada antes mesmo de ser debatida pela Câmara
Redação

A política de Pio IX ganhou mais um capítulo difícil de explicar. Horas antes da sessão que analisaria a abertura de um processo político-administrativo contra o prefeito Silas Noronha, investigado por suspeitas gravíssimas envolvendo exploração sexual de adolescentes, a própria autora do pedido resolveu retirar a denúncia e pedir o arquivamento do caso na Câmara Municipal.

A sessão extraordinária, que decidiria apenas se a denúncia deveria ou não ser investigada politicamente, acabou cancelada. Tudo isso justamente em um caso cercado por denúncias públicas, investigações policiais, depoimentos e forte repercussão social.

Foto: Reprodução
Prefeito Silas Noronha

Naturalmente, qualquer cidadão possui direito à ampla defesa, ao contraditório e à presunção de inocência, princípios fundamentais do Estado Democrático de Direito. O próprio prefeito teria espaço legítimo para apresentar sua versão e se defender dentro do processo legal.

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Mas o que chamou atenção foi a rapidez da mudança de postura política. Afinal, se a denúncia era séria ao ponto de justificar um pedido de impeachment, por que recuar poucas horas antes da votação? E se não havia elementos suficientes, por que apresentar o pedido inicialmente?

Enquanto isso, a população acompanha perplexa mais um episódio em que um tema extremamente sensível acaba mergulhado em idas e vindas políticas, deixando no ar dúvidas, desgaste institucional e insegurança para a própria cidade.

Mesmo com o arquivamento do pedido de cassação, as investigações criminais seguem normalmente, assim como a CPI instalada na Câmara Municipal para apurar os fatos relacionados às denúncias.

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