PF apura supostas fraudes no Digimais e bloqueia até R$ 640 milhões em bens

Operação investiga possíveis irregularidades contábeis e financeiras em instituição bancária
Redação

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (23), a Operação Miragem para investigar supostos crimes contra o Sistema Financeiro Nacional relacionados ao banco Digimais. A ação cumpre nove mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal de São Paulo e inclui o bloqueio de bens que pode alcançar até R$ 640 milhões.

Foto: Alan Santos/Divulgação/Presidência da República
Bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus

De acordo com a Polícia Federal, as investigações apontam indícios de manipulação de demonstrativos contábeis e registros financeiros com o objetivo de ocultar a real situação econômica da instituição perante órgãos de fiscalização e controle.

Os investigadores apuram possíveis práticas de gestão fraudulenta, inserção de informações falsas em documentos contábeis e realização de operações de crédito em desacordo com a legislação do sistema financeiro brasileiro.

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A decisão judicial também autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados, medida que deverá auxiliar no aprofundamento das apurações.

O Digimais surgiu após a aquisição do antigo Banco Renner, em 2020, passando por um processo de reestruturação e expansão de suas operações. Nos últimos anos, a instituição enfrentou desafios financeiros e buscou alternativas de mercado, incluindo negociações para eventual venda de participação acionária.

As investigações também analisam operações envolvendo fundos de investimento que, segundo informações constantes em relatórios de auditoria, apresentaram dificuldades de verificação documental e registros de significativa valorização patrimonial em curto espaço de tempo.

Até o momento, a Polícia Federal ressalta que as investigações seguem em andamento e que os fatos ainda estão sendo apurados. Os envolvidos terão assegurado o direito à ampla defesa e ao contraditório durante o curso do processo.

O bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus e apontado como controlador da instituição financeira, não havia se manifestado sobre a operação até a última atualização desta matéria.

A Operação Miragem busca reunir elementos que permitam esclarecer a regularidade das operações investigadas e eventual responsabilidade dos envolvidos.

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