Quaest: Lula lidera cenários contra Flávio e venceria eventual segundo turno

Pesquisa aponta estabilidade na disputa presidencial e empate técnico na avaliação do governo
Redação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nos principais cenários da corrida presidencial de 2026, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (5). O levantamento indica que Lula venceria tanto no primeiro quanto em um eventual segundo turno, mantendo desempenho semelhante ao registrado na pesquisa anterior.

Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo | Evaristo Sa/AFP
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o senador Flávio Bolsonaro

No cenário estimulado de primeiro turno, Lula registra 39% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 30%. Em seguida estão Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão), ambos com 4%, Romeu Zema (Novo), com 2%, e Cabo Daciolo (Mobiliza), Augusto Cury (Avante) e Samara Martins (UP), com 1% cada. Os demais candidatos não pontuaram.

A pesquisa também mostra que 10% dos entrevistados ainda estão indecisos, enquanto 8% afirmaram que pretendem votar em branco, anular o voto ou não comparecer às urnas.

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No cenário de segundo turno considerado mais provável, Lula alcança 44%, contra 39% de Flávio Bolsonaro. O petista também aparece à frente nos demais confrontos simulados, vencendo Ronaldo Caiado por 45% a 37%, Romeu Zema por 46% a 34% e Renan Santos por 45% a 35%.

O levantamento aponta ainda redução na diferença entre os índices de rejeição dos dois principais adversários. Lula registra 52% de rejeição, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 54%. Na pesquisa anterior, a diferença entre ambos era maior.

Outro dado destacado é o elevado índice de desconhecimento de alguns candidatos. Ronaldo Caiado é desconhecido por 44% dos entrevistados, Romeu Zema por 49% e Renan Santos por 65%, indicando que parte do eleitorado ainda não conhece esses nomes.

Avaliação do governo

A pesquisa revela equilíbrio na percepção sobre a gestão do presidente Lula. Para 36% dos entrevistados, o governo é avaliado como positivo, enquanto outros 36% o classificam como negativo. Já 26% consideram a administração regular.

Quando questionados sobre a aprovação pessoal do presidente, 48% afirmaram aprovar seu desempenho, contra 47% que disseram desaprová-lo, mantendo praticamente o mesmo cenário observado no levantamento anterior.

Michelle Bolsonaro e campanha

O estudo também mediu a percepção dos eleitores sobre a reaproximação entre Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro. Para 59% dos entrevistados, a reconciliação pública foi positiva, enquanto 25% avaliaram o episódio negativamente.

Além disso, 46% acreditam que a participação direta de Michelle na campanha pode aumentar as chances eleitorais de Flávio Bolsonaro. Outros 45% entendem que sua presença não altera o desempenho do candidato.

Decisão de Moraes

A pesquisa perguntou aos entrevistados sobre a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que impediu Flávio Bolsonaro de visitar Jair Bolsonaro. Para 52%, a decisão foi equivocada; 41% consideraram a medida correta; e 7% não souberam opinar.

Programa Desenrola e tarifaço dos EUA

Em relação ao programa Desenrola 2.0, 47% consideram a iniciativa uma boa ideia, percentual inferior aos 55% registrados na pesquisa de julho. Outros 25% entendem que o programa ajuda parcialmente, enquanto 23% o classificam como uma má iniciativa.

Sobre a resposta do governo brasileiro ao aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos, 43% avaliaram a atuação do governo Lula como negativa. Já 38% consideraram a resposta positiva, 4% disseram que ela não foi nem boa nem ruim e 15% não souberam responder.

Metodologia

A pesquisa Genial/Quaest entrevistou 2.004 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 31 de julho e 3 de agosto de 2026, por meio de entrevistas presenciais em domicílios. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com 95% de nível de confiança. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06591/2026.

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