Anvisa aprova Mounjaro para jovens com diabetes tipo 2 no Brasil

Medicamento amplia opções de tratamento com resultados positivos em estudos clínicos
Redação

A Anvisa aprovou o uso do Mounjaro para o tratamento do diabetes tipo 2 em crianças e adolescentes de 10 a 17 anos. A decisão amplia as alternativas terapêuticas para essa faixa etária, já que o medicamento já era autorizado para adultos, inclusive em tratamentos relacionados à obesidade e apneia do sono.

Foto: Reprodução | Sandy Huffaker for The Washington Post via Getty Images
Injeção de Mounjaro, medicamento para tratamento de diabetes tipo 2

A medida acompanha um cenário global de atenção crescente à doença. Segundo a International Diabetes Federation, cerca de 1,1 milhão de adolescentes entre 14 e 19 anos vivem com diabetes tipo 2 no mundo. No Brasil, estimativas apontam aproximadamente 213 mil jovens com a condição.

De acordo com a Eli Lilly, a aprovação se baseia em estudo clínico publicado na revista The Lancet em 2025. A pesquisa mostrou que o medicamento contribuiu para a redução significativa da hemoglobina glicada, importante indicador do controle da glicose no sangue, ao longo de 30 semanas de tratamento.

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Os resultados também indicaram boa tolerabilidade, com baixa taxa de interrupção do uso. Os efeitos adversos mais comuns foram sintomas gastrointestinais leves, como náusea, diarreia e vômito.

O Mounjaro passa a integrar o grupo de medicamentos já disponíveis para jovens, como os à base de liraglutida e semaglutida, ampliando o leque de opções para médicos e pacientes no controle da doença.

Dados do Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados mostram que o uso desse tipo de medicamento entre jovens ainda é relativamente baixo no Brasil, mas crescente. Isso reforça a importância de ampliar o acesso com segurança e orientação adequada.

Especialistas destacam que o tratamento do diabetes tipo 2 em crianças e adolescentes deve ser sempre acompanhado por uma equipe multidisciplinar, envolvendo médico, nutricionista, psicólogo e educador físico. A abordagem integrada contribui para melhores resultados e qualidade de vida.

A nova aprovação representa um avanço no cuidado com a saúde de jovens, oferecendo mais possibilidades de controle da doença, sempre com foco no uso responsável e orientado.

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