Saiba como diferenciar gripe, resfriado, rinite e sinusite durante o inverno

Especialista explica os sintomas, quando procurar atendimento e como prevenir doenças respiratórias
Redação

Com a chegada do inverno, aumenta a incidência de doenças respiratórias como gripe, resfriado, rinite e sinusite. Apesar de apresentarem sintomas semelhantes, essas condições possuem causas distintas e exigem cuidados específicos para um diagnóstico e tratamento adequados.

Foto: Reprodução
Na sinusite, o muco fica acumulado nos seios da face

Segundo o otorrinolaringologista Bruno Duarte, do Hospital PUC-Campinas, observar a evolução dos sintomas e o histórico recente do paciente é fundamental para diferenciar uma infecção viral, um quadro alérgico ou uma inflamação que necessita de avaliação médica.

Entenda as diferenças

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A rinite é uma inflamação da mucosa nasal que pode ser causada por alergias ou infecções. Na forma alérgica, os sintomas mais comuns são espirros frequentes, coceira no nariz, coriza transparente e congestão nasal. Geralmente, o quadro não provoca febre nem mal-estar.

Já a gripe e o resfriado são infecções causadas por vírus. Embora ambos possam provocar nariz entupido, espirros e coriza, a gripe costuma apresentar sintomas mais intensos, como febre, dores no corpo, fadiga e indisposição.

Segundo o especialista, informações como contato recente com pessoas gripadas ou exposição a agentes que provocam alergias ajudam a identificar a origem do problema.

Quando a sinusite pode surgir

A sinusite costuma aparecer como complicação de uma gripe ou resfriado. A inflamação atinge os seios da face e pode provocar dor facial, secreção nasal espessa de coloração amarelada ou esverdeada, tosse com catarro e sintomas persistentes por vários dias.

Quando esses sinais surgem após uma infecção respiratória, é importante procurar avaliação médica para confirmar o diagnóstico e definir o tratamento mais adequado.

Sinais de alerta

Na maioria dos casos, gripe e resfriado evoluem de forma favorável e melhoram espontaneamente em poucos dias. No entanto, alguns sintomas exigem atenção e avaliação médica, especialmente quando há piora entre o terceiro e o quinto dia da doença.

Entre os principais sinais de alerta estão:

Dor intensa na face;

Febre persistente;

Secreção nasal espessa e alterada;

Tosse intensa;

Falta de ar;

Dor no peito.

Evite a automedicação

Para aliviar sintomas leves, o médico recomenda medidas simples, como lavagem nasal com soro fisiológico, boa hidratação e uso de analgésicos, quando indicados.

Já antibióticos, corticoides e anti-inflamatórios não devem ser utilizados sem prescrição médica. O uso inadequado desses medicamentos pode mascarar sintomas importantes, dificultar o diagnóstico e favorecer o surgimento de bactérias resistentes aos antibióticos.

Como prevenir doenças respiratórias

Durante o inverno, o ar mais seco favorece o ressecamento das vias respiratórias, reduzindo a capacidade natural do organismo de eliminar vírus e bactérias.

Para reduzir o risco de adoecimento, especialistas orientam manter boa hidratação, realizar lavagem nasal com soro fisiológico, utilizar umidificadores em ambientes muito secos quando necessário e fazer inalações apenas sob orientação médica.

Pessoas com rinite alérgica, asma ou outras doenças respiratórias crônicas devem manter acompanhamento médico regular, reduzindo o risco de complicações como sinusite, bronquite, broncopneumonia e pneumonia.

O uso de máscara em ambientes fechados, locais com aglomeração ou quando houver sintomas respiratórios também continua sendo uma medida eficaz para reduzir a transmissão de vírus durante o período de maior circulação dessas doenças.

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