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Reforma transforma Memorial Esperança Garcia em um polo vivo de memória e cultura afro no Piauí

Totalmente revitalizado, o espaço agora está ainda mais preparado para receber atividades culturais, educativas e comunitárias
Redação

O Memorial Esperança Garcia, em Teresina, reabriu as portas com um novo fôlego. Totalmente revitalizado, o espaço agora está ainda mais preparado para receber atividades culturais, educativas e comunitárias, reforçando sua importância como referência da memória e da resistência afrodescendente no Piauí. É a primeira obra concluída na capital com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB).

Foto: João AlbertReforma transforma Memorial Esperança Garcia em polo da memória e cultura afro no Piauí
Reforma transforma Memorial Esperança Garcia em polo da memória e cultura afro no Piauí

Ao todo, foram investidos R$ 1,6 milhão — R$ 1,2 milhão da PNAB e cerca de R$ 380 mil do Sistema de Incentivo Estadual à Cultura (Siec). O resultado desse investimento já pode ser sentido logo na chegada: o novo palco externo amplia a vocação do memorial para apresentações culturais, especialmente das matrizes africanas, e fortalece o espaço como ponto de encontro e mobilização comunitária.

Foto: João AlbertReforma transforma Memorial Esperança Garcia em polo da memória e cultura afro no Piauí
Reforma transforma Memorial Esperança Garcia em polo da memória e cultura afro no Piauí

A reforma também modernizou toda a estrutura interna. Instalações elétricas e hidráulicas foram revisadas, o sistema de prevenção e combate a incêndios foi regularizado e novos equipamentos — como ar-condicionado e bebedouros — foram instalados para garantir mais conforto aos visitantes.

Foto: João AlbertReforma transforma Memorial Esperança Garcia em polo da memória e cultura afro no Piauí
Reforma transforma Memorial Esperança Garcia em polo da memória e cultura afro no Piauí

Durante a solenidade de entrega, o secretário-executivo do Ministério da Cultura, Márcio Tavares, representando o governo federal, destacou a importância da política cultural na realização da obra. “Estamos celebrando este momento com a entrega de um centro cultural modernizado, viabilizado pelas políticas culturais do Governo do Brasil. Os R$ 1,6 milhão foram transferidos ao Estado, que tem conduzido tudo com muita rapidez e capacidade”, afirmou.

Foto: João AlbertReforma transforma Memorial Esperança Garcia em polo da memória e cultura afro no Piauí
Reforma transforma Memorial Esperança Garcia em polo da memória e cultura afro no Piauí

O secretário estadual da Cultura, Rodrigo Amorim, reforçou que o espaço agora retorna à comunidade renovado e cheio de novas possibilidades. “Restauramos e ampliamos o memorial, que carrega uma história de resistência. Agora temos sala de cinema, teatro, palco coberto, praça humanizada, além de melhorias no teto, no piso, no auditório e em todas as salas. Até a fachada ganhou a identificação que faltava”, celebrou.

Foto: João AlbertReforma transforma Memorial Esperança Garcia em polo da memória e cultura afro no Piauí
Reforma transforma Memorial Esperança Garcia em polo da memória e cultura afro no Piauí

Um espaço que respira memória e identidade

O Memorial Esperança Garcia sempre foi um local de referência para a cultura afro no estado, e a reforma reforçou ainda mais esse papel. As paredes seguem tomadas por imagens de personalidades que marcaram a história — líderes comunitários, intelectuais e ativistas como Jacinta Andrade, Nego Bispo, Maria Sueli, Francisca Trindade e Mãe Beata de Iemanjá — criando um ambiente que inspira e acolhe.

Para a coordenadora do espaço, Antônia Aguiar, a reinauguração amplia o vínculo com a comunidade negra. “Com esta reforma, vamos receber muito melhor nossos visitantes e parceiros. Este é um espaço que respira cultura: dança, teatro, capoeira e as artes grafitadas, tudo isso faz parte da nossa história”, afirmou, destacando que o memorial já soma 18 anos de existência.

Foto: João AlbertReforma transforma Memorial Esperança Garcia em polo da memória e cultura afro no Piauí
Reforma transforma Memorial Esperança Garcia em polo da memória e cultura afro no Piauí

A ativista e trancista Chiquinha Aguiar, coordenadora do Grupo Coisa de Nêgo, reforça o papel afetivo e identitário do lugar. “O cabelo é nossa coroa, é nossa identidade. Aqui não fazemos apenas tranças; aqui conversamos, compartilhamos a história do nosso povo. Nossos passos vêm de longe, de Esperança Garcia a Dandara e Lélia Gonzalez. Salve a mulher negra, salve a autoestima da beleza negra! Estamos aqui para fazer história”, declarou.

Com a reforma, o Memorial Esperança Garcia se reafirma como um ponto de energia cultural, resistência e celebração da identidade negra — um espaço aberto, vivo e pulsante para toda a comunidade.

Fonte: Revista40graus, colaboradores e SECULT

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