Black Friday: como não cair nos velhos truques dos golpistas digitais
Promessas de desconto sobram; o desafio é escapar das armadilhas e garantir compras segurasCom a Black Friday batendo à porta — e os golpistas afiando as teclas — o consumidor precisa redobrar a atenção. A promessa de “metade do dobro” continua firme no comércio online, e não faltam páginas fantasma prontas para transformar a busca por ofertas em prejuízo garantido.
Especialistas e a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) alertam: monitorar preços antes da promoção é a primeira linha de defesa. Sites que exibem o histórico de valores ajudam a flagrar “descontos de ficção”, aquela velha prática de subir o preço na véspera só para fingir uma barganha no dia seguinte.
Comparar valores entre lojas confiáveis é obrigatório — e desconfiar dos “milagres” mais ainda. Preço baixo demais costuma ter explicação, e quase nunca é boa. Em caso de sites desconhecidos, vale examinar tudo: CNPJ, endereço, reputação no Reclame Aqui e em plataformas oficiais, como consumidor.gov.br. O Procon-SP, aliás, mantém uma lista de lojas a evitar, um verdadeiro mapa do tesouro… para não perder o seu.
Métodos de pagamento também entregam o jogo. Cartão de crédito e intermediadores confiáveis oferecem proteção; já lojas que só aceitam Pix desafiam o consumidor a testar a própria sorte — e reembolso, nesse caso, vira lenda urbana.
Na compra de eletrônicos, a Anatel reforça: busque o selo de homologação. Equipamentos clandestinos, muito populares em promoções agressivas, podem causar desde choques até invasões de privacidade, além de desempenho sofrível.
A seguir, um guia para navegar pela Black Friday sem ser fisgado pelos golpistas:
- Acompanhe oscilações de preço e confirme se o desconto é real.
- Use buscadores e sites que mostram histórico de preços.
- Desconfie de valores muito abaixo do mercado.
- Compare preços em sites confiáveis.
- Evite páginas que escondem o frete até o final.
- Consulte avaliações no consumidor.gov.br e sites de reclamações.
- Em eletrônicos, verifique o selo de homologação da Anatel.
- Não clique em links de ofertas recebidos por e-mail, redes sociais ou WhatsApp.
- Veja a lista de sites não recomendados pelo Procons.
- Use antivírus e evite Wi-Fi público.
- Acesse lojas pelos sites oficiais ou apps próprios.
- Utilize senhas diferentes em cada loja.
- Em sites desconhecidos, cheque CNPJ, endereço e reputação.
- Desconfie de lojas que aceitam apenas Pix ou transferência.
- Confira o valor total, incluindo taxas e frete.
- Avalie prazo e custo da entrega.
- Antes de parcelar, veja juros e impacto no orçamento.
- Prefira carteiras digitais ou cartão virtual.
- Faça uma lista para evitar compras por impulso.
Nesta Black Friday, os descontos podem até ser reais — mas os golpes, infelizmente, também são. Vigilância é a melhor oferta do dia.
Fonte: Revista40graus e colaboradores
