Elevadores da Ponte Estaiada: agora vai? Prefeitura promete entrega “até agosto”
Após anos parados, elevadores ganham novo prazo da Prefeitura — e a cidade promete fiscalizar se agosto chega com entregaDepois de anos funcionando mais como mirante da paciência do que da paisagem, os elevadores da Ponte Estaiada, em Teresina, ganharam uma nova data para sair do papel — ou melhor, do discurso. Segundo a Prefeitura, os novos equipamentos do mirante devem ser entregues até agosto deste ano. A promessa foi confirmada pelo secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Airton Freitas Feitosa.
Inaugurado em fevereiro de 2011, o mirante logo se consolidou como um dos principais cartões-postais da capital. O problema é que, com o tempo, os dois elevadores panorâmicos — responsáveis por levar visitantes a quase 100 metros de altura — passaram a representar mais um símbolo do abandono do que da vista privilegiada de 360 graus da cidade. Ambos estão parados há mais de dois anos, afastando turistas, moradores e qualquer expectativa de funcionamento regular.
De acordo com o secretário, a situação encontrada era, no mínimo, desoladora. Um elevador estaria completamente inutilizado, enquanto o outro precisou ser interditado por questões de segurança — uma decisão correta, embora tardia.
“Um dos elevadores já estava e continua em processo realmente de depreciação, sucateado 100%, sem condições de operar por falta de manutenção. E o elevador que estava disponível nós interditamos para preservar a vida dos turistas. O prefeito Silvio Mendes autorizou o processo de licitação, que já está em andamento, e a previsão é que retornemos com dois elevadores novos até agosto”, afirmou o secretário.
Enquanto a licitação “segue o fluxo”, o prejuízo é bem real. O turismo sente, a economia local sente e a cidade perde. Profissionais do setor alertam que o impacto vai muito além da frustração do visitante: afeta diretamente emprego, renda e a imagem de Teresina como destino turístico.
Para a guia de turismo Conceição Bugyja, o problema é simples de entender.
“O grande diferencial é a vista panorâmica da cidade. Sem o elevador funcionando, o fluxo de turistas cai drasticamente, assim como o interesse do próprio morador de Teresina”, destacou.
Quem vem de fora percebe o problema logo na chegada. O estudante João Vitor Novaes, de João Pessoa (PB), relata a decepção.
“Você vê anúncios turísticos dizendo que vale a pena vir. O parque é bonito, mas a atração principal está fechada. Vim procurar outra forma de subir, mas foi desapontante”, contou.
No entorno do mirante, comerciantes também acumulam prejuízos — e falta de informação. Sem elevadores e sem orientações claras, sobra para eles explicar o inexplicável.
“Os turistas acabam voltando. Não tem ninguém para informar, e a gente ainda precisa dizer que o elevador não funciona. Para quem vende, fica ruim”, disse a vendedora Cilene Barbosa.
Agora, com a nova promessa oficialmente registrada, resta à população e ao setor turístico fazer o que já virou hábito: acompanhar de perto para ver se, desta vez, agosto chega com elevadores funcionando — e não apenas com mais uma justificativa pronta.
Fonte: Revista40graus, mídias, redes sociais e Colaboradores
