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Entre ameaça de multas e caos no trânsito, transporte segue sem solução em Teresina

Prefeitura endurece contra grevistas, mas crise do transporte coletivo continua sem resposta
Redação
Foto: Revista40grausGestão Silvio Mendes firma contrato de R$ 14,8 milhões sem licitação para alimentação hospitalar
A greve parcial dos motoristas e cobradores do transporte coletivo de Teresina reacendeu mais um capítulo da já desgastada crise da mobilidade urbana da capital. Na manhã desta segunda-feira (18), o prefeito Sílvio Mendes anunciou medidas duras contra os trabalhadores que participarem de bloqueios e paralisações consideradas irregulares durante o movimento grevista.

Segundo o gestor, motoristas flagrados promovendo filas duplas ou interrompendo vias públicas poderão ser multados em até R$ 5 mil por veículo, além de correrem o risco de suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) por até 12 meses. A prefeitura também informou que ônibus utilizados para bloqueios poderão ser removidos.

A categoria realiza paralisações nos horários de pico, reivindicando reajuste salarial e melhores condições nas negociações com as empresas do setor.

Embora o direito de greve seja garantido constitucionalmente, parte das ações registradas durante a paralisação acabou provocando transtornos no trânsito e dificuldades para passageiros, sobretudo quando veículos foram estacionados fora das paradas regulares ou em filas duplas nas vias da cidade.

Por outro lado, o episódio também expõe novamente a fragilidade do sistema de transporte público coletivo da capital, problema que atravessa gestões e segue sem solução definitiva. A população continua sendo a principal prejudicada entre empresários, sindicato e poder público.

Existe compreensão de que protestos precisam ocorrer dentro da legalidade e da ordem pública. Paralisações em garagens ou terminais finais, por exemplo, evitariam maiores impactos no trânsito e reduziriam transtornos à população. No entanto, também se espera equilíbrio e responsabilidade da administração municipal diante de um serviço essencial que opera sob concessão pública.

Mesmo sendo explorado por empresas privadas, o transporte coletivo é um serviço concedido e fiscalizado pelo município. Por isso, cabe à prefeitura acompanhar não apenas a operação do sistema, mas também as condições contratuais, financeiras e até laborais que impactam diretamente o funcionamento do serviço.

Durante a entrevista, Sílvio Mendes voltou a criticar o modelo atual do transporte coletivo e afirmou que a gestão segue reavaliando os cálculos financeiros do sistema. Também informou que os subsídios municipais poderão ser direcionados aos ônibus alternativos que permanecerem operando durante a greve.

Enquanto isso, a população segue no meio do impasse, convivendo com ônibus insuficientes, paralisações recorrentes, insegurança operacional e um sistema que há anos aguarda uma solução efetiva e estrutural.

 

Fonte: Revista40graus, mídias, redes sociais e colaboradores

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