Entre ameaça de multas e caos no trânsito, transporte segue sem solução em Teresina
Prefeitura endurece contra grevistas, mas crise do transporte coletivo continua sem respostaSegundo o gestor, motoristas flagrados promovendo filas duplas ou interrompendo vias públicas poderão ser multados em até R$ 5 mil por veículo, além de correrem o risco de suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) por até 12 meses. A prefeitura também informou que ônibus utilizados para bloqueios poderão ser removidos.
A categoria realiza paralisações nos horários de pico, reivindicando reajuste salarial e melhores condições nas negociações com as empresas do setor.
Embora o direito de greve seja garantido constitucionalmente, parte das ações registradas durante a paralisação acabou provocando transtornos no trânsito e dificuldades para passageiros, sobretudo quando veículos foram estacionados fora das paradas regulares ou em filas duplas nas vias da cidade.
Por outro lado, o episódio também expõe novamente a fragilidade do sistema de transporte público coletivo da capital, problema que atravessa gestões e segue sem solução definitiva. A população continua sendo a principal prejudicada entre empresários, sindicato e poder público.
Existe compreensão de que protestos precisam ocorrer dentro da legalidade e da ordem pública. Paralisações em garagens ou terminais finais, por exemplo, evitariam maiores impactos no trânsito e reduziriam transtornos à população. No entanto, também se espera equilíbrio e responsabilidade da administração municipal diante de um serviço essencial que opera sob concessão pública.
Mesmo sendo explorado por empresas privadas, o transporte coletivo é um serviço concedido e fiscalizado pelo município. Por isso, cabe à prefeitura acompanhar não apenas a operação do sistema, mas também as condições contratuais, financeiras e até laborais que impactam diretamente o funcionamento do serviço.
Durante a entrevista, Sílvio Mendes voltou a criticar o modelo atual do transporte coletivo e afirmou que a gestão segue reavaliando os cálculos financeiros do sistema. Também informou que os subsídios municipais poderão ser direcionados aos ônibus alternativos que permanecerem operando durante a greve.
Enquanto isso, a população segue no meio do impasse, convivendo com ônibus insuficientes, paralisações recorrentes, insegurança operacional e um sistema que há anos aguarda uma solução efetiva e estrutural.
Fonte: Revista40graus, mídias, redes sociais e colaboradores
