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Governo suspende importação de cacau da Costa do Marfim

Decisão ocorre diante do possível risco fitossanitário associado ao fluxo de grãos destinados ao Brasil
Redação
Foto: Reprodução | Raphael Muller/FolhapressCacau orgânico plantado no assentamento Dois Riachões, em Ibirapitanga (BA)
Cacau orgânico plantado no assentamento Dois Riachões, em Ibirapitanga (BA)

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) decidiu suspender, de forma imediata e temporária, as importações de amêndoas fermentadas e secas de cacau da Costa do Marfim. A decisão foi publicada, nesta terça-feira (24), no Diário Oficial da União.

De acordo com o Governo Federal, o motivo para a suspensão seria um possível risco fitossanitário associado ao fluxo de grãos destinados ao Brasil - ou seja, a possibilidade de entrada de pragas e/ou doenças que não existem no país.

Segundo o Mapa, há um fluxo intenso de grãos de cacau provenientes de países vizinhos - como Gana, Guiné e Libéria - para a Costa do Marfim.

O movimento, afirma o Governo, poderia levar à mistura de grãos de diferentes origens antes da exportação.

A publicação determina, também, que a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais e a Secretaria de Defesa Agropecuária investiguem as suspeitas de mistura de amêndoas de diferentes origens.

A medida permanecerá em vigor até que o governo da Costa do Marfim preste as devidas garantias de que os envios destinados ao Brasil não contenham amêndoas de origem com status fitossanitário desconhecido.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) se manifestou, de maneira pública, a favor da medida.

“A suspensão da importação de amêndoas de cacau da Costa do Marfim é medida cautelar de extrema relevância. Acreditamos na competência técnica da Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa para que, com base em critérios científicos, tome a decisão mais assertiva para a proteção do cacau nacional”, afirmou o diretor técnico adjunto da CNA, Maciel Silva.

Fonte: Reprodução | g1 | Folha de S. Paulo | CNN

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