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Nico troca script por café e vira destaque no início da gestão

Estilo direto do novo secretário de Segurança chama atenção, mas reforça diálogo com a imprensa
Redação

Recém-empossado secretário de Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico passou a despertar curiosidade — e algum zelo extra — na equipe de comunicação do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). O motivo não é crise, mas método: ao contrário do antecessor, Guilherme Derrite (PP), Nico mantém um estilo despojado, aberto e pouco afeito a roteiros engessados.

Foto: Danilo VerpaOsvaldo Nico, na sede da secretaria da Segurança Pública de São Paulo
Osvaldo Nico, na sede da secretaria da Segurança Pública de São Paulo

Investigador da Polícia Civil desde 1980, Nico construiu ao longo da carreira uma relação próxima com jornalistas e não esconde a preferência pelo contato direto. “A polícia faz muito trabalho que não é divulgado. Se eu souber que uma rádio tem dois ouvintes, eu vou lá falar bem da polícia”, afirma. “Sou operacional, gosto da polícia e da imprensa, que sempre pode nos ajudar.”

No primeiro mês à frente da SSP, o secretário já recebeu repórteres para cafés em seu gabinete e concedeu entrevistas sem passar previamente pelo crivo dos assessores — inclusive sobre casos sensíveis, como o feminicídio de Tainara Souza Santos. A postura, vista por aliados como espontânea demais para os padrões atuais, acendeu o alerta da comunicação do governo, mais acostumada ao controle de agenda e de discurso.

O episódio mais emblemático foi o cancelamento de uma entrevista ao vivo com José Luiz Datena, na RedeTV!. Nico chegou a acertar a participação diretamente com o apresentador, de quem é amigo de longa data, mas foi convencido pela equipe a adiar a conversa até concluir um treinamento de mídia.

O secretário ponderou, ouviu os conselhos e fez o curso — sem mudar a essência. Receptivo, direto e confiante no diálogo, Nico parece apostar que transparência e proximidade também são ferramentas de segurança pública. E, ao que tudo indica, seguirá falando com quem quiser ouvir — mesmo que sejam só dois ouvintes.

Fonte: Revista40graus, mídia, redes sociais e Colaboradores

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