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Quantas horas de sono você precisa? Idade e posição ao dormir influenciam a saúde

Especialistas alertam que sono insuficiente e postura inadequada podem afetar o coração
Redação

Dormir bem vai muito além de descansar o corpo. A qualidade e a quantidade do sono influenciam diretamente a saúde física, mental e cardiovascular. Estudos da Fundação Nacional do Sono apontam que cada faixa etária possui necessidades específicas de descanso, que variam de 7 a até 17 horas por dia, dependendo da idade e das condições de saúde.

Além do tempo de sono, especialistas destacam que a posição adotada durante a noite também pode impactar o funcionamento do coração, a respiração e até a qualidade do descanso.

Quantas horas de sono são recomendadas?

As recomendações variam conforme a fase da vida:

Recém-nascidos (0 a 3 meses): entre 14 e 17 horas por dia

Bebês (4 a 11 meses): entre 12 e 15 horas

Crianças pequenas (1 a 2 anos): entre 11 e 14 horas

Pré-escolares (3 a 5 anos): entre 10 e 13 horas

Crianças em idade escolar (6 a 13 anos): entre 9 e 11 horas

Adolescentes (14 a 17 anos): entre 8 e 10 horas

Adultos (18 a 64 anos): entre 7 e 9 horas

Idosos (acima de 65 anos): entre 7 e 8 horas

Dormir menos do que o necessário pode aumentar os riscos de doenças cardiovasculares, diabetes, obesidade, ansiedade, depressão e problemas de memória. Já o excesso de sono também pode estar relacionado a alterações metabólicas e doenças crônicas.

Posição para dormir também influencia o coração

Cardiologistas explicam que a posição adotada ao dormir pode alterar o esforço realizado pelo sistema cardiovascular, principalmente em pessoas que já possuem problemas cardíacos ou respiratórios.

Dormir de barriga para cima, conhecido como posição supina, é apontado como o modelo que mais favorece episódios de apneia obstrutiva do sono. Nessa posição, a língua e os tecidos da garganta tendem a recuar, estreitando as vias respiratórias.

Esse bloqueio parcial da passagem de ar provoca pausas na respiração durante a noite, reduzindo a oxigenação do organismo e aumentando o esforço do coração. Com o tempo, isso pode contribuir para hipertensão arterial, arritmias, infarto e insuficiência cardíaca.

Dormir do lado pode ajudar

Especialistas afirmam que dormir de lado costuma facilitar a respiração e reduzir episódios de ronco e apneia. Para pessoas com insuficiência cardíaca, muitos médicos indicam o lado direito como alternativa mais confortável.

Já dormir sobre o lado esquerdo não costuma trazer riscos para pessoas saudáveis. Entretanto, em pacientes com problemas cardíacos mais avançados, essa posição pode gerar sensação de desconforto ou maior percepção dos batimentos cardíacos, já que o coração fica ligeiramente deslocado para o lado esquerdo do tórax.

Pequenos hábitos podem melhorar o sono

Além da posição correta, médicos recomendam algumas medidas simples para melhorar a qualidade do descanso:

  • Evitar uso de celular e telas antes de dormir
  • Reduzir cafeína e bebidas alcoólicas à noite
  • Manter horários regulares para dormir e acordar
  • Dormir em ambiente escuro e silencioso
  • Praticar atividades físicas regularmente

Especialistas reforçam que noites mal dormidas de forma frequente podem afetar diretamente o rendimento no trabalho, os estudos, a memória, o humor e a saúde do coração.

O sono é considerado hoje um dos pilares da saúde, ao lado da alimentação equilibrada e da prática de exercícios físicos.

Fonte: Revista40graus, mídias, redes sociais e colaboradores

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