Filho de piauienses desaparece após se alistar no Exército da Rússia
Caso de jovem brasileiro levanta questionamentos sobre o que leva alguém tão novo a enfrentar uma guerra longa, violenta e sem horO desaparecimento do jovem Chairon Vitor Sepúlveda, natural de Diadema (SP) e filho de um casal com raízes no município de Oeiras, no Piauí, tem causado comoção e apreensão entre familiares e amigos. Ele está sem contato desde julho de 2025, após se alistar no Exército da Rússia para atuar no conflito armado contra a Ucrânia.
Segundo a família, Chairon mantinha comunicação frequente até o dia 15 de julho de 2025. A partir dessa data, o silêncio passou a dominar a rotina dos parentes, dando lugar à angústia e à incerteza. Diante da falta de notícias, os pais acionaram o Ministério das Relações Exteriores do Brasil em busca de informações oficiais.
De acordo com dados repassados pelas autoridades russas, o brasileiro ainda aparece vinculado a uma unidade militar, mas consta como ausente, sem localização confirmada. A situação se tornou ainda mais delicada em dezembro, quando a família recebeu uma informação extraoficial de que o nome de Chairon estaria em uma lista de soldados mortos no conflito, o que aumentou o desespero por respostas concretas.
A mãe do jovem, Charlaenne Sepúlveda, relatou o momento em que tomou conhecimento da possível morte do filho.
“Quando foi agora em dezembro, um soldado entrou em contato por meio da minha irmã informando que o nome do meu filho estaria em uma lista de mortos”, contou.
Enquanto aguardam uma confirmação oficial, os familiares seguem mobilizados, buscando apoio das autoridades brasileiras e tentando compreender o que levou um jovem brasileiro a atravessar o mundo para lutar em uma guerra sangrenta, prolongada e sem um objetivo claro para quem está fora dela.
O caso reacende um debate doloroso: o que leva alguém tão jovem a se envolver em um conflito estrangeiro marcado por perdas humanas diárias, sofrimento e incerteza? Para a família de Chairon, a resposta mais urgente ainda é uma só — saber se ele está vivo e onde está.
Fonte: Revista40graus, mídias, redes sociais e Colaboradores
