França e Reino Unido realizam ataque conjunto contra base do Estado Islâmico na Síria
Ação aérea atingiu instalação subterrânea usada para logística e armazenamento perto de PalmiraFrança e Reino Unido lançaram, neste sábado (3), ataques aéreos conjuntos contra uma base subterrânea do Estado Islâmico (EI) localizada em uma região montanhosa próxima à cidade histórica de Palmira, no centro da Síria. A informação foi divulgada pelo jornal The Guardian e confirmada pelo Ministério da Defesa do Reino Unido.
Segundo as autoridades britânicas, a instalação era utilizada pelo grupo extremista como ponto de armazenamento de armas e explosivos. A operação fez parte de missões de vigilância contínuas destinadas a impedir o ressurgimento do EI na região.
De acordo com o comunicado oficial, o ataque foi realizado com bombas guiadas de precisão, direcionadas a túneis de acesso da base subterrânea, situada nas proximidades do sítio arqueológico de Palmira. Aeronaves Typhoon FGR4 participaram da ação, com apoio logístico de um avião-tanque Voyager, responsável pelo reabastecimento em voo.
“O indício inicial é de que o ataque ao alvo foi bem-sucedido”, informou o Ministério da Defesa do Reino Unido. A pasta acrescentou que a área atingida estava desabitada e que não havia civis no local no momento da operação. Ainda segundo o governo britânico, a instalação não funcionava como base residencial, mas como estrutura estratégica de apoio logístico do grupo.
O secretário de Defesa do Reino Unido, John Healey, afirmou que o país continuará atuando em coordenação com aliados internacionais para impedir a reorganização do Estado Islâmico. “Seguiremos ombro a ombro com nossos aliados para eliminar qualquer ameaça de retorno do EI”, declarou, ao agradecer os militares envolvidos.
Embora o Estado Islâmico tenha perdido a maior parte do território que controlava na Síria desde 2019, países ocidentais mantêm operações de monitoramento e ataques pontuais. Segundo autoridades, essas ações integram um esforço internacional para evitar que a organização extremista volte a ganhar força na região.
Fonte: Revista40graus, Reuters e Colaboradores
