Revista 40 Graus

Notícias

Blogs

Outros Canais

Porta-voz de Milei afirma que tensão política não deve afetar relações entre Brasil e Argentina

Governo argentino atribui atritos a divergências ideológicas e diz que cooperação diplomática será mantida
Redação

O governo da Argentina afirmou que as recentes divergências políticas entre o presidente Javier Milei e autoridades brasileiras não devem comprometer as relações diplomáticas entre os dois países. A declaração foi feita nesta terça-feira (28) pelo porta-voz da Casa Rosada, Adrian Ravier.

Foto: REUTERSPresidente argentino, Javier Milei07/02/2024REUTERS/Ammar Awad  • REUTERS
Presidente argentino, Javier Milei07/02/2024REUTERS/Ammar Awad • REUTERS

Durante entrevista coletiva, Ravier minimizou a crise diplomática e atribuiu os episódios recentes às diferenças ideológicas entre os governos de Javier Milei e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"São diferenças políticas e ideológicas que existem entre os governos. Da parte da Argentina, não acreditamos que isso vá afetar a relação diplomática entre os dois países", afirmou o porta-voz.

Segundo Ravier, o governo argentino pretende preservar a cooperação bilateral e manter o relacionamento institucional entre Brasil e Argentina, independentemente das divergências entre seus líderes.

Declarações ampliaram tensão diplomática

O desgaste entre os dois países ganhou novos capítulos após a visita de Javier Milei ao Brasil, no último fim de semana, quando participou da convenção nacional do Partido Liberal (PL), em São Paulo.

Na ocasião, o presidente argentino fez críticas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Posteriormente, em entrevista à imprensa argentina, voltou a criticar o governo brasileiro e fez declarações direcionadas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

As manifestações provocaram reações de integrantes do governo federal. O Ministério das Relações Exteriores convocou o embaixador da Argentina no Brasil para prestar esclarecimentos, enquanto o embaixador brasileiro em Buenos Aires também foi chamado para consultas.

Além da atuação diplomática, ministros do governo brasileiro responderam publicamente às declarações de Milei. O presidente Lula, ao ser questionado sobre o tema, limitou-se a responder de forma irônica, sem aprofundar o assunto.

Nos bastidores, integrantes do Itamaraty avaliam que a prioridade é preservar as relações institucionais entre os dois países, evitando que as divergências políticas ampliem o desgaste diplomático entre Brasil e Argentina.

Fonte: Revista40graus, mídias, redes sociais e colaboradores

Comente