Revista 40 Graus

Notícias

Blogs

Outros Canais

A INDICAÇÃO QUE TIROU O SONO DE MUITO SENADOR

Lula escolhe Messias para o STF — e, como era de se esperar, as “sensibilidades” de Alcolumbre entram em modo emergência
Gustavo Henrique ou Gustavo pela Cidade

Jorge Messias e Lula
Jorge Messias e Lula

A indicação de Jorge Messias ao STF conseguiu o que poucos imaginavam: revelar que, no Senado, a disputa não é exatamente jurídica, técnica ou institucional — é emocional. E nada mexe mais com certas figuras do que descobrir que Lula exerce, pasmem, a prerrogativa constitucional de indicar ministros da Suprema Corte sem antes pedir bênção política privada.

Davi Alcolumbre, sempre atento aos interesses… digamos, senatoriais, ficou sentido. Afinal, ele queria Rodrigo Pacheco — um nome tão “consensual” que só coincidentemente é o preferido dele e de boa parte de seus aliados. A contrariedade foi tanta que o presidente do Senado até deixou de atender ligações de Jaques Wagner, como quem avisa: “Se não é do meu jeito, ninguém fala comigo”.

Dentro do legalismo, vale lembrar: a indicação é exclusiva do Presidente da República. E Lula, com a calma de quem sabe ler a Constituição de 1988, simplesmente exerceu o que é seu. Nada mais, nada menos.

Enquanto isso, Alcolumbre reagiu anunciando que colocará em pauta um projeto de forte impacto fiscal. Coincidência? Os observadores mais ingênuos certamente acreditam que sim.

E o Senado? Bem, parte dele agora ensaia pressionar para empurrar Pacheco a qualquer custo. O que não deixa de ser curioso: Messias é apoiado até por André Mendonça, indicado por Bolsonaro. Mas, claro, sempre haverá quem enxergue “risco institucional” quando o nome não é o que convém ao grupo dominante da Casa.

Os temores — discretos, mas não tão discretos assim — são de que Messias vire um “novo Dino”: alguém que simplesmente cumpra seu papel constitucional, fiscalizando o uso de emendas e outras mágicas orçamentárias que muitos preferem manter no escuro. E aí o desconforto cresce: é difícil mesmo lidar com ministros que colocam o interesse público acima de arranjos informais.

No fim das contas, a situação diz mais sobre o Senado do que sobre Messias. Afinal, quando um presidente indica um nome técnico, qualificado e respeitado, dentro das regras, e a reação vira um episódio de novela política… algo está fora do lugar — e não é a Constituição.

Lula já avisou que não abre mão: Messias é o indicado.
E, convenhamos, se a democracia depende de telefonemas prévios para satisfazer suscetibilidades políticas, talvez seja justamente de alguém com o perfil de Messias que o STF mais precise.

No momento em que as instituições pedem estabilidade, transparência e responsabilidade, a pergunta que fica é:
quem realmente está preocupado com o país — e quem está preocupado apenas com o próprio tabuleiro?

Fonte: Revista40graus, colaboradores e alguns políticos

Comente