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Coronel do Piauí assume Fronteiras e divisas estaduais e aposta na receita da integração para enfrentar o crime no país

Com experiência local no currículo, Jacks Galvão quer levar modelo baseado em inteligência e cooperação para o cenário nacional
Redação

O coronel Jacks Galvão assume na próxima segunda feira 23 a Coordenadoria Geral de Fronteiras da Secretaria Nacional de Segurança Pública, órgão vinculado ao Ministério da Justiça responsável por articular ações nas áreas de divisas estaduais e fronteiras internacionais. A missão é ambiciosa e direta fortalecer o combate ao tráfico de drogas, ao contrabando e aos crimes interestaduais.

Foto: ReproduçãoCoronel Jacks Galvão
Coronel Jacks Galvão

A nova função coloca o oficial piauiense em um dos pontos mais sensíveis da segurança pública brasileira. E ele já chega com uma ideia clara levar para o cenário nacional a experiência aplicada no Piauí, baseada em inteligência policial, integração entre forças de segurança e comunicação mais ágil entre estados. A aposta é simples no discurso e trabalhosa na prática fazer os órgãos conversarem entre si antes que o crime converse primeiro.

Segundo o coronel, o alinhamento entre Polícia Militar do Piauí, Polícia Civil e demais instituições no estado permitiu operações mais estratégicas e resultados mais consistentes, com redução de indicadores como roubo de celular, roubo a transeuntes e mortes violentas intencionais.

Para ele, o tráfico de drogas segue como o principal motor de outros delitos. Ao apertar o cerco nas fronteiras e nas divisas estaduais, a tendência é atingir diretamente a cadeia que financia roubos, assaltos e homicídios. A lógica é conhecida mas nem sempre aplicada com coordenação nacional. A proposta agora é justamente transformar integração em regra e não em exceção.

O novo coordenador também adiantou que iniciará uma agenda de reuniões com secretarias de segurança de diversos estados para mapear realidades locais e alinhar estratégias. A orientação do secretário nacional de segurança, Chico Lucas, é intensificar operações já em andamento e fortalecer o diálogo federativo.

Jacks Galvão defende que a segurança pública exige menos vaidade institucional e mais cooperação prática. Segundo ele, compreender as particularidades de cada estado e unir esforços de forma contínua é essencial para alcançar resultados duradouros.

Antes de assumir o novo posto, o coronel deixou o comando do Departamento Geral de Operações da Polícia Militar do Piauí, onde permaneceu por três anos e meio. Com 33 anos de carreira na corporação, ele também comandou o 5º BPM, o BOPAER, o BOPE e a RONE, acumulando experiência operacional que agora será testada em escala nacional.

Se a fórmula da integração funcionar além das divisas piauienses, o país pode ganhar um reforço estratégico no enfrentamento ao crime organizado. Afinal, quando as forças de segurança atuam de forma coordenada, o resultado costuma aparecer. E, nesse caso, a expectativa é que apareça em todo o território nacional.

Fonte: Revista40graus, Cel. Galvão, SENASP e colaboradores

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