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Desemprego recua a 5,2% e Brasil alcança o menor nível da história

Mercado de trabalho bate recordes e reforça avanço econômico e social do país
Redação

O Brasil alcançou um marco histórico no mercado de trabalho. A taxa de desemprego caiu para 5,2% no trimestre encerrado em novembro, o menor nível desde o início da série histórica do IBGE, em 2012. O resultado, divulgado nesta terça-feira (30), veio abaixo das expectativas do mercado financeiro e confirma um cenário amplamente positivo para a economia e para a população.

Além da queda em relação aos 5,6% registrados no trimestre encerrado em agosto, o índice supera a menor marca anterior, de 5,4%, observada até outubro. O dado chama atenção especialmente por ocorrer em um contexto de juros elevados, adotados para o controle da inflação, demonstrando a resiliência do mercado de trabalho brasileiro.

Foto: Allison SalesMovimentação na região da 25 de Março, que reúne trabalhadores do comércio e consumidores em São Paulo
Movimentação na região da 25 de Março, que reúne trabalhadores do comércio e consumidores em São Paulo

Segundo analistas, o desempenho reforça a força estrutural da economia. “O mercado de trabalho está aquecido e mais resiliente do que a própria atividade econômica”, avalia o economista Rodolpho Tobler, do FGV Ibre. Para ele, mesmo com a taxa básica de juros em patamar elevado, o país segue gerando empregos e renda de forma consistente.

Menor número de desempregados da história

O número de pessoas desempregadas também atingiu um recorde positivo. No trimestre até novembro, o IBGE identificou 5,6 milhões de brasileiros de 14 anos ou mais em busca de trabalho — o menor contingente já registrado. Em comparação com o trimestre anterior, houve redução de 441 mil pessoas.

O contraste com o período mais crítico da pandemia é expressivo. Em 2021, o Brasil chegou a registrar quase 15 milhões de desempregados. A recuperação contínua desde então evidencia os efeitos das políticas de estímulo econômico, do fortalecimento do setor público e da retomada do crescimento.

População ocupada e renda em alta

O número de pessoas ocupadas no país chegou a 103 milhões, outro recorde histórico. O nível de ocupação alcançou 59% da população em idade de trabalhar, refletindo a capacidade do mercado de absorver mão de obra e manter postos de trabalho.

De acordo com o IBGE, o setor que mais contribuiu para a expansão do emprego foi o que reúne administração pública, educação e saúde, com acréscimo de quase 500 mil trabalhadores no período. A construção civil também apresentou crescimento relevante, reforçando a dinâmica positiva da economia.

O avanço do emprego veio acompanhado de melhora na renda. O rendimento médio real mensal atingiu R$ 3.574, o maior valor já registrado pela Pnad Contínua. Em relação ao trimestre anterior, o aumento foi de 1,8%, e, na comparação anual, de 4,5%, ampliando o poder de compra das famílias brasileiras.

Impacto social e perspectivas

Especialistas destacam que um mercado de trabalho forte tem impacto direto na redução das desigualdades, no aumento do consumo e na melhoria da qualidade de vida da população. “Com mais pessoas empregadas e ganhando melhor, a economia se fortalece de forma sustentável”, afirma a economista Claudia Moreno, do C6 Bank.

Apesar dos desafios relacionados ao controle da inflação, o cenário geral é amplamente favorável. A taxa de desemprego deve permanecer abaixo de 6% nos próximos anos, consolidando um ciclo positivo para o país.

Os dados reforçam que o Brasil vive um dos melhores momentos de sua história recente no mercado de trabalho, com mais empregos, mais renda e perspectivas sólidas de inclusão econômica e social.

Fonte: Revista40graus, IBGE, mídias e Colaboradores

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