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Governo tenta votar o PL Antifacção, enquanto Derrite e oposição seguem firme no esporte preferido: atrasar o progresso

Votação do PL Antifacção marcada para terça (18)
Redação

Com a votação do PL Antifacção marcada para terça (18), o governo Lula trabalha para fazer aquilo que a oposição parece incapaz de compreender: governar. A estratégia do Planalto é simples — votar, superar o assunto e seguir com o resto da agenda. Já o plano da oposição? Bem… empurrar com a barriga, criar confusão e tentar transformar cada vírgula em “crise de segurança pública”.

O presidente da Câmara, Hugo Motta, decidiu que a votação acontece na terça. Aliados afirmam que, se ele adiar de novo, corre o risco de virar um “Deodoro da Fonseca às avessas”: dá um passo pra frente e dois pra trás. Mas calma — a oposição está lá para ajudar a segurar ainda mais o retrovisor.

Foto: Pedro LadeiraO deputado e secretário de Segurança de SP, Guilherme Derrite, e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, durante entrevista coletiva para falar do projeto de lei contra o crime organizado
O relator Guilherme Derrite (PP-SP) e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), falam à imprensa sobre o PL antifacção

Derrite: relator, secretário do Tarcísio e campeão de versões revisadas

O relator Guilherme Derrite já apresentou tantas versões do projeto que parece até estudante editando trabalho na madrugada antes de entregar. Mesmo assim, continua sem convencer governo, centrão ou oposição — um feito raro, diga-se de passagem.

A própria base do Congresso admite: Derrite errou a mão, perdeu força política e virou uma espécie de símbolo da oposição que quer mandar mais que o próprio Congresso… mas não consegue mandar nem no próprio relatório.

A oposição quer “mais tempo” — claro que quer

Enquanto o Planalto quer votar logo, a oposição pede semanas extras, talvez meses, quem sabe até depois das eleições de 2026, tudo para manter o tema “segurança pública” em evidência e tentar desgastar o governo.

Sóstenes Cavalcante, por exemplo, diz que Derrite precisa de “mais uma ou duas semanas”, como se o relator estivesse preparando um TCC sobre física quântica e não um PL que já foi reescrito quatro vezes.

Problemas no texto? Claro. Soluções? Só se for para atrapalhar

O Ministério da Justiça apontou falhas gigantescas no relatório mais recente — incluindo o desvio de mais de R$ 360 milhões ao ano dos fundos federais de combate ao crime para cofres estaduais. Mas, para a oposição, isso é detalhe; o importante é manter o assunto rendendo na imprensa e no X (Twitter), onde já decidiram que sabem mais de segurança pública do que a própria PF.

Enquanto isso, o governo tenta fazer o que se espera de um governo

Aliados de Lula defendem votar logo:

  • porque Derrite jamais apresentará um texto que o governo considere totalmente razoável,
  • porque o Senado ainda existe para ajustar excessos,
  • e porque, se necessário, Lula veta o que tiver que vetar.

No fim das contas, a esquerda sabe que segurança pública é terreno onde a direita costuma gritar mais alto — mas, curiosamente, resolve menos. Por isso, a estratégia é simples: votar, resolver, e seguir para debates mais importantes como justiça tributária, programas sociais e orçamento de 2026.

Já a oposição?

Quer manter tudo parado, aprofundar desgaste, apresentar emendas mirabolantes, esticar prazos e fingir que é uma força responsável e preocupada com o país — tudo isso enquanto defende propostas que transformam qualquer facção em terrorista, menos aquelas que realmente ameaçam a democracia.

Mas na terça (18), a conta chega.
E o governo Lula está preparado — enquanto Derrite ainda revisa a versão número 5, 6, 7…

Fonte: Revista40graus, colaboradores e Câmara dos Deputados

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