Blogueira envolvida em esquartejamento é presa com drogas em Teresina
Caso segue investigadoA blogueira Maria Clara Sousa Nunes e o namorado dela, identificado pela Polícia Civil do Piauí como Marcelo Pernetta, foram presos no bairro Prainha, zona Sul de Teresina, durante operação do Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfico (Denarc), nesta segunda-feira (18). Com o casal, os policiais civis apreenderam dezenas de invólucros com drogas, uma arma e dinheiro trocado.

Segundo o delegado Samuel Silveira, coordenador do Denarc, o suspeito tem extensa ficha criminal e é integrante de uma organização criminosa.
"O investigado já havia trocado tiros, semanas atrás, contra guarnições do 8º Batalhão da Polícia Militar, ocasião em que os militares apreenderam entorpecentes enterrados e uma prótese utilizada pelo mesmo", informou o Denarc.
A Polícia Civil informou que Maria Clara também foi presa após a descoberta de drogas na casa. Ela havia sido posta em liberdade em junho deste ano, no processo criminal sobre a morte de Silvana Rodrigues de Sousa, em junho de 2024.
Participação da blogueira no esquartejamento
A investigação do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), presidida pelo delegado Bruno Ursulino, apontou que ela seria "disciplina" de uma facção criminosa, ou seja, a pessoa que fiscaliza o código de conduta estabelecido pelo grupo criminoso e teria coordenado o crime que terminou com a vítima esquartejada.
As partes do corpo dela foram colocadas em sacos plásticos, transportadas em um carrinho de mão e enterradas em uma área de mata nas proximidades da Avenida Padre Humberto Pietrogrande, na zona Sudeste de Teresina.
Uma das provas que indicaria a participação da blogueira seria uma foto em que a vítima aparece morta no chão, sendo possível ver a perna de Maria Clara, fato constatado por meio de uma tatuagem.
Durante a soltura, em junho deste ano, o juiz da 3ª Vara do Tribunal Popular do Júri, Muccio Miguel Meira, considerou que a acusação se baseava apenas em provas do inquérito policial que não foram confirmadas no processo judicial.
Fonte: Revista40graus e colaboradores