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Operação no Piauí descobre até setor de cadastro do crime e Justiça trata de cancelar as inscrições

Draco prende suspeitos ligados a facção e reforça que vaga no crime não garante permanência fora da lei
Redação
Foto: SSP-PIOperação Faixa Rosa (DRACO)
Operação Faixa Rosa (DRACO)

A Secretaria de Segurança Pública do Piauí realizou, nesta quinta feira, mais uma etapa de uma operação contra integrantes de organização criminosa em Teresina. A ação é desdobramento da chamada Operação Faixa Rosa e resultou no cumprimento de cinco mandados judiciais e na prisão de três investigados.

Segundo as apurações conduzidas pelo Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas, um dos alvos seria responsável por uma espécie de setor de recursos humanos do crime, encarregado de cadastrar novos faccionados no estado, controlar a entrada de integrantes e até intermediar conflitos internos. Durante o cumprimento do mandado, ele decidiu reagir à abordagem policial, mas foi rapidamente contido pelos agentes, lembrando na prática que a lei não costuma aceitar resistência como argumento.

Outra investigada presa é uma mulher conhecida como Patroa, que já havia sido detida anteriormente por envolvimento com a mesma organização. A repetição de aparições em operações policiais indica que, no mundo do crime, alguns insistem em manter currículo ativo, mesmo quando a Justiça insiste em atualizá lo com medidas cautelares.

Um dos mandados também foi cumprido no município de Barreirinhas, no Maranhão. A suspeita era considerada foragida desde a primeira fase da operação e havia deixado o estado após não ser localizada em endereços ligados a familiares. Após troca de informações entre setores de inteligência, ela foi encontrada antes que pudesse tentar uma nova fuga.

A operação foi coordenada pela Secretaria de Segurança Pública do Piauí e contou com apoio da Diretoria de Inteligência, do Núcleo de Operação com Cães, da Guarda Civil Municipal, da Polícia Civil do Maranhão e da Delegacia Regional de Barreirinhas.

De acordo com o delegado Charles Pessoa, a nova fase demonstra que o trabalho investigativo continua mesmo após as primeiras prisões. A meta, segundo ele, é desmontar completamente a estrutura da organização.

Na prática, enquanto alguns tentavam organizar planilhas de filiação para o crime, o sistema de Justiça segue fazendo seu próprio cadastro. Só que nesse caso a inscrição costuma terminar com mandado judicial, prisão e um lembrete bastante claro de que associação criminosa não dá estabilidade profissional.

Fonte: Revista40graus, SSP-PI e colaboradores

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