Polícia aponta lavagem milionária do PCC e prende Deolane em megaoperação
Investigação cita empresas de fachada, bloqueio de R$ 327 milhões e ligação com cúpula do PCCA advogada e influenciadora Deolane Bezerra foi presa nesta quinta-feira (21) durante a Operação Vérnix, deflagrada pela Polícia Civil de São Paulo em conjunto com o Ministério Público paulista para investigar um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital.
Segundo os investigadores, a influenciadora teria participado de uma ampla estrutura financeira utilizada para ocultar recursos provenientes do crime organizado. A polícia afirma que o esquema movimentou valores milionários por meio de empresas de fachada e operações financeiras consideradas incompatíveis com os rendimentos declarados.
De acordo com o delegado Edmar Rogério Dias Caparroz, responsável pelas investigações em Presidente Venceslau, Deolane seria beneficiária de recursos oriundos de uma transportadora apontada como controlada pela facção criminosa.
As investigações indicam que a influenciadora mantinha dezenas de empresas registradas em um mesmo endereço no interior paulista. Segundo a polícia, essas empresas não apresentavam atividade operacional compatível com as movimentações financeiras identificadas pelos órgãos de controle.
A operação também resultou no bloqueio de cerca de R$ 327 milhões em bens e ativos financeiros atribuídos aos investigados. Entre os bens bloqueados estão imóveis, veículos de luxo e contas bancárias ligadas aos suspeitos.
A Polícia Civil afirma ainda que relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras apontaram movimentações consideradas atípicas e incompatíveis com os rendimentos oficialmente informados.
Além de Deolane Bezerra, a operação também teve como alvos integrantes ligados à cúpula do Primeiro Comando da Capital, incluindo familiares de Marco Willians Herbas Camacho, apontado como líder da facção criminosa.
A investigação aponta suspeitas de crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio. Parte dos investigados também teve os nomes incluídos na Difusão Vermelha da Interpol após deixarem o país.
Segundo os investigadores, o esquema utilizava empresas registradas em nome de terceiros e movimentações financeiras fragmentadas para dificultar o rastreamento dos recursos.
Até o momento, a defesa de Deolane Bezerra não havia se manifestado oficialmente sobre as acusações.
Fonte: Revista40graus, mídias, redes sociais e colaboradores
