Polícia Desmonta “Startup do Crime” na Zona Sul
Laboratório fechado, 60 kg de drogas apreendidas e ex-cabo do Exército descobre que disciplina militar não combina com o tráficoA criminalidade em Teresina tentou mais uma vez inovar e abriu até “laboratório” — mas esqueceu um detalhe simples: a polícia está sempre um passo à frente. Em uma operação conjunta impecável, as Polícias Civil e Militar fecharam um centro de produção e distribuição de drogas na zona Sul da capital, onde funcionava um verdadeiro empreendimento químico do crime. Resultado? 60 kg de entorpecentes e três pessoas detidas, incluindo um ex-cabo do Exército que decidiu trocar a farda pela vida bandida — e, como era de se esperar, saiu perdendo.
A ação ocorreu nesta terça-feira (18), com sete mandados de busca na zona Sul e um na zona Sudeste. Segundo o delegado Samuel Silveira, do Denarc, o laboratório era um braço de facção que operava na área e vinha funcionando com uma estrutura digna de manual técnico.
“Fechamos um laboratório que funcionava na zona Sul e prendemos um ex-cabo do Exército envolvido no armazenamento e distribuição de drogas, mais especificamente no bairro Santa Fé”, explicou Silveira, deixando claro que a organização criminosa parecia ter gostos sofisticados… só faltou inteligência.
O ex-militar, segundo o delegado, atuava diretamente para a facção e tinha ligação com outros dois integrantes já alcançados em operações anteriores. Ou seja: currículo completo na contramão da lei.
Sem reação: quando o crime descobre que a polícia está melhor preparada
O comandante do DGO, coronel Jacks Galvão, destacou que a operação foi tão bem planejada que os suspeitos não tiveram nem tempo de tentar ser valentes:
“Foi uma prisão muito tranquila pelo planejamento e pela preparação das equipes”, afirmou.
Sobre a estrutura encontrada, Galvão confirmou o que já se suspeitava: o laboratório não era improvisado, mas sim um setup completo com máquinas, instrumentos e todo o aparato para abastecer o tráfico — até ser visitado pela polícia, claro.
Agora, as forças de segurança avaliam o prejuízo que a facção sofreu. Mas o coronel já adianta o impacto:
“Com certeza foi um prejuízo muito grande. Estamos tirando das ruas uma grande quantidade de droga. Esse trabalho vai ter reflexo direto no policiamento porque vamos diminuir crimes patrocinados pelo tráfico.”
No fim, mais um recado claro aos criminosos: enquanto o tráfico tenta se reinventar, a polícia segue fazendo o que sabe — desmontando negócios ilegais antes mesmo que o “empreendedor” criminoso corte a fita de inauguração.
Fonte: Revista40graus, colaboradores e SSP-PI
