Treze anos depois condenado por homicídio descobre que a Justiça não esquece
Foragido de Timon é preso no interior do Piauí após sentença definitivaUm homem condenado por homicídio qualificado foi preso na manhã desta terça-feira na zona rural de Joaquim Pires, a cerca de 240 km de Teresina. A captura foi resultado de uma operação conjunta das Polícias Civis do Maranhão e do Piauí, com apoio da Polícia Militar.
O mandado de prisão foi expedido pela 1ª Vara Criminal de Timon, após condenação a 13 anos e seis meses de reclusão. O foragido, de iniciais E.B.N., conhecido como Leiteiro, foi localizado no povoado Chapada Verde. Treze anos podem passar rápido para quem foge, mas não para quem executa sentença.
O crime ocorreu em 13 de junho de 2013, no bairro Bela Vista, em Timon. Segundo as investigações conduzidas pela Delegacia de Homicídios do município, a vítima, Alexandre Santos Gomes, de 24 anos, foi morta a tiros enquanto conversava na porta de casa. Após o crime, o autor fugiu, talvez acreditando que distância fosse sinônimo de impunidade.
O julgamento aconteceu em março de 2024 pelo Tribunal do Júri. O réu não compareceu porque estava foragido. Ainda assim, foi condenado. E, como manda o devido processo legal, a sentença gerou mandado de prisão que agora saiu do papel.
A ação envolveu a Delegacia de Inteligência e Captura da 18ª Delegacia Regional de Timon, a Polícia Civil de Luzilândia e o destacamento da Polícia Militar de Joaquim Pires. A engrenagem funcionou como deve funcionar quando há decisão judicial válida e cooperação entre estados.
No fim, a mensagem é simples e jurídica. A condenação não prescreve na memória institucional. Pode levar anos, mas quando a Justiça decide, a ordem se cumpre. E fuga prolongada não anula sentença, apenas adia o inevitável.
Fonte: Revista40graus, SSP-PI e colaboradores
