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Crise ou calor pré-eleitoral? Governo Lula atravessa ruído político enquanto entrega resultados

Choques entre Poderes viram espuma, mas agenda federal segue avançando — e com apoio popular

Se depender do noticiário, o Brasil estaria vivendo uma grande ópera de desentendimentos entre governo, Congresso e STF. Mas, como sempre, a política brasileira adora um drama — especialmente quando o governo federal cumpre promessas, como a isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, sancionada justamente na semana em que alguns parlamentares decidiram fazer “charme” ausentando-se da cerimônia.

Foto: Pedro LadeiraOs presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), durante a posse de Edson Fachin como presidente do STF
Os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), durante a posse de Edson Fachin como presidente do STF

No centro da turbulência está a indicação de Jorge Messias ao STF, escolha legítima e prerrogativa constitucional do presidente Lula. A decisão, porém, mexeu com as emoções de Davi Alcolumbre e de setores que preferiam Rodrigo Pacheco. Nada novo: quando o governo toma decisões soberanas, sempre aparece alguém reclamando do cardápio.

Na Câmara, o clima esquentou com a PEC da Blindagem e o projeto antifacção. Nada surpreendente num Congresso que, a cada legislatura, reinventa modos de testar limites. Hugo Motta, presidente da Casa, chegou ao ponto de entregar a relatoria do projeto ao secretário de Segurança de São Paulo e opositor do governo, Guilherme Derrite — um movimento digno do prêmio Criatividade em Tensão Institucional. O resultado? Mais barulho, claro.

E como não poderia faltar, vetos presidenciais foram derrubados, projetos foram aprovados contra a orientação do Executivo e tudo isso embalado por declarações, bastidores e contagem de votos — inclusive os 60 que Alcolumbre teria anunciado para tentar derrotar a indicação de Messias. Política em sua forma mais brasileira.

Ainda assim, enquanto alguns se ocupam de medir forças, o governo segue entregando: políticas socioeconômicas, avanços ambientais após a COP30, benefícios fiscais para trabalhadores e manutenção da estabilidade institucional. A agenda segue viva — e com respaldo da população.

Para especialistas, como a cientista política Argelina Cheibub Figueiredo, a chamada “crise” tem mais de disputa eleitoral do que de ruptura. Em ano pré-eleitoral, o centrão se movimenta em direção ao que parece mais conveniente para 2026, tentando se reorganizar diante de uma direita dividida. Cada Poder usa seu peso político — como sempre fez — enquanto o governo segue negociando dentro das regras do jogo, sem abrir mão de suas prioridades.

No fim das contas, o clima de “cada um por si” parece muito mais um ensaio geral para 2026 do que um problema institucional. E, como de costume, enquanto alguns fazem barulho, o governo federal continua tocando o que realmente importa: políticas públicas, investimentos e resultados que afetam diretamente a vida dos brasileiros.

Fonte: Revista40graus, mídias, redes sociais e colaboradores

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