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Moção aprovada: e a minoria indignada descobriu que voto contrário não anula decisão democrática

Samantha Cavalca e aliados tentam tribunal paralelo, mas moção em louvor a Moraes passa soberana
Redação

A Câmara Municipal de Teresina aprovou, nesta quarta-feira (10), uma moção de louvor ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A proposta — pasme — seguiu o funcionamento básico do Estado de Direito: maioria vota, decisão vale. O autor, vereador Daniel Carvalho (MDB), destacou que Moraes atuou na proteção da ordem democrática durante a eleição e nos atos golpistas de 8 de janeiro. Para surpresa de ninguém que já leu a Constituição, a justificativa foi considerada suficiente pelo plenário.

Foto: ReproduçãoDaniel Carvalho e Alexandre de Moraes
Daniel Carvalho e Alexandre de Moraes

Carvalho lembrou o óbvio ululante previsto nos manuais da República: quando alguém tenta usar a máquina pública para sabotar votação, estimular invasão de prédios dos Poderes e provocar instabilidade institucional, isso não se chama “opinião”, chama-se “tentativa de golpe”. Segundo o vereador, se houve alguém dentro do STF que resistiu a essa aventura jurídica e cívica, esse alguém foi Alexandre de Moraes — daí o louvor.

Mas a democracia nunca decepciona: sempre aparece gente para provar o ponto. Entre os parlamentares que votaram contra, a vereadora Samantha Cavalca (Progressistas), entusiasta assumida do ex-presidente Jair Bolsonaro, preferiu ignorar princípios legais de imparcialidade e adotar um vocabulário que faria blush em parecer técnico. Chamou o ministro de “déspota” e creditou a ele uma influência sobrenatural no processo eleitoral — argumento certamente embasado naquele famoso artigo “achismo e evidências imaginárias”.

Foto: ReproduçãoSamantha Cavalca.jpeg
Samantha Cavalca.jpeg

Segundo a vereadora, qualquer pessoa com “tico e teco” entende que um ministro deve ser isento. É por isso mesmo que o STF decidiu que decisões se baseiam na Constituição, não em narrativas de WhatsApp — mas esse detalhe jurídico passou despercebido.

Apesar do teatro retórico de Samantha Cavalca, Pedro Alcântara e companhia, o regime de votação não consultou a indignação performática: a moção foi aprovada e segue aos trâmites internos. O Poder Legislativo continua funcionando com esse hábito antiquado de respeitar a maioria — uma pena para quem ainda sonha com “controle remoto” dos resultados.

Como votaram

Contra a moção — porque democracia só é boa quando concorda com eles:
• Samantha Cavalca (Progressistas)
• Pedro Alcântara (Progressistas)
• Ana Fidélis (Republicanos)
• Petrus Evelyn (Progressistas)
• Teresinha Medeiros (MDB)

Abstenções — o voto de Schrödinger: nem sim, nem não, só talvez:
• Luís André (PL)
• Juca Alves (PRD)
• Samuel Alencar (União Brasil)

Próximos capítulos? Seguem no Diário Oficial — não no grupo do Telegram.

Fonte: Revista40graus, Câmara Municipal de Teresina e colaboradores

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