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Coronel Elza encerra ciclo histórico na PM-PI e celebra 37 anos de protagonismo feminino na segurança pública

A Polícia Militar do Piauí viveu, nesta quarta-feira (19), um daqueles momentos que entram para a história
Redação

A Polícia Militar do Piauí viveu, nesta quarta-feira (19), um daqueles momentos que entram para a história: a despedida oficial da coronel Elza, uma das primeiras mulheres a vestir a farda da corporação e abrir caminhos para gerações inteiras de policiais. Após 37 anos e 9 meses de serviço exemplar, ela encerra sua trajetória na ativa com a mesma firmeza, sensibilidade e coragem que marcaram cada capítulo de sua caminhada.

Foto: Pedro MeloCoronel Elza
Coronel Elza

A solenidade que selou essa despedida ocorreu durante a entrega da revitalização da sede do Comando de Policiamento Comunitário (CPCOM), no bairro Ilhotas, em Teresina — cenário perfeito para homenagear quem fez da proximidade com a comunidade sua marca registrada. Entre aplausos, a coronel recebeu o reconhecimento do secretário de Segurança Pública, Chico Lucas, e do comandante-geral da PM-PI, coronel Scheiwann Lopes. Dois novos ônibus escolares também foram entregues ao Pelotão Mirim, simbolizando o legado contínuo de formação e cidadania que ela sempre defendeu.

Visivelmente emocionada, a coronel Elza falou a meio de comunicação local e outros jornalistas sobre o sentimento de fechar esse ciclo. “Foi memorável, muito significativo… é uma prestação de contas por tudo que construímos ao longo desses 37 anos e 9 meses dedicados à Polícia Militar. Vou para a reserva muito feliz, porque a corporação me transformou e me fez uma mulher feliz”, declarou.

Ao recordar sua trajetória, Elza reviveu batalhas, conquistas e a disciplina diária de quem sempre encarou a farda como extensão do próprio corpo. “Sempre vesti a farda com muito esmero e carinho. Ela é minha segunda pele. Me despeço com a certeza de que cumpri todas as missões com o meu melhor para o povo piauiense”, afirmou, com a serenidade de quem deixa uma marca impossível de apagar.

Sua gestão à frente da Companhia de Policiamento Comunitário também deixa frutos concretos: pelotões mirins reorganizados, Patrulha Maria da Penha descentralizada, diretrizes atualizadas e avanços no PROERD, no policiamento escolar e na Ciclo Patrulha. Um conjunto de ações que reforça o compromisso da coronel com a proteção, a educação e o olhar atento às comunidades — pilares essenciais para uma segurança pública moderna e humana.

Foto: Pedro MeloCoronel Elza
Coronel Elza

“Estou deixando o comando da maneira que visualizei. Entrego tudo organizado e preparado para que quem venha depois possa ir ainda mais longe”, destacou, consciente de que seu trabalho seguirá reverberando.

No fim, ao buscar uma palavra que resumisse sua despedida, ela não hesitou: gratidão. Gratidão à instituição que ajudou a moldar e à sociedade piauiense que sempre foi sua razão de servir.

A saída da coronel Elza não é apenas o fim de um ciclo individual — é o fechamento majestoso de um capítulo que exalta o protagonismo feminino na PMPI. Uma trajetória de força, sensibilidade, competência e pioneirismo. Um exemplo que inspira e ecoa: quando uma mulher chega ao topo, ela abre espaço para muitas outras subirem também.

Fonte: Revista40graus e colaboradores

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