Piauí investe pesado em tecnologia e mostra que segurança também se faz com inteligência
Com mais de R$ 75 milhões, Estado equipa forças e deixa o crime cada vez mais sem espaçoSegurança pública não se faz só com discurso — e o Piauí resolveu provar isso com números. Em 2025, o Governo do Estado investiu mais de R$ 75,8 milhões em tecnologia, equipamentos e infraestrutura para reforçar o trabalho das forças de segurança. Resultado: mais integração, mais eficiência e menos margem para improviso.
Os recursos, aplicados por meio do Fundo Estadual de Segurança Pública (Fesp), garantiram desde drones, informática e câmeras corporais até videomonitoramento, rádios digitais e melhorias estruturais. A ideia é simples: dar melhores ferramentas para quem cuida da segurança e respostas mais rápidas para a população.
Segundo o diretor do Sistema Único de Segurança Pública, Lucas Dantas, os números mostram um salto considerável nos últimos anos. O volume executado saiu de cerca de R$ 15 milhões em 2022 para mais de R$ 60 milhões em 2025. Um crescimento que, segundo ele, veio de uma gestão mais eficiente, com autonomia e planejamento.
A perícia também entrou na lista de prioridades. O Instituto de Medicina Legal (IML) recebeu mais de R$ 1 milhão em investimentos, incluindo 15 novas mesas de necrópsia, melhorando a estrutura e as condições de trabalho das equipes técnicas — porque investigação de qualidade também começa nos detalhes.
Na parte estrutural, 2025 foi um ano de obras entregues. Cerca de R$ 100 milhões foram destinados à manutenção e construção de unidades, com mais de 40 obras concluídas. Entre elas, a nova sede da Delegacia Geral da Polícia Civil, batalhões integrados em Teresina, delegacias no interior e unidades do Corpo de Bombeiros.
E como segurança também pode ser digital, o Estado apostou em soluções tecnológicas. O B.O. Fácil, por exemplo, permite registrar ocorrências, fazer denúncias anônimas e até acionar o 190 pelo WhatsApp. Com ajuda da inteligência artificial, o sistema já registrou 50 mil ocorrências em menos de cinco meses — rapidez que agrada ao cidadão e desafoga o atendimento tradicional.
Outro destaque é o SPIA, Sistema de Videomonitoramento Urbano com Inteligência Artificial. Com investimento superior a R$ 23 milhões, o sistema conta com 1.200 câmeras, 629 postes inteligentes e recursos como reconhecimento facial, leitura de placas e análise de comportamento, tudo integrado ao Centro de Comando e Controle.
No fim das contas, a mensagem é clara: enquanto o Estado investe em tecnologia e estrutura, a segurança ganha eficiência — e o crime percebe que, no Piauí, o jogo ficou bem mais difícil.
Fonte: Revista40graus, SSP-PI, mídias e colaboradores
